A queda de cabelo em excesso costuma ter três origens principais: o eflúvio telógeno, provocado por estresse, infecções, problemas na tireoide ou deficiências nutricionais; a alopecia androgenética, a calvície de origem genética e hormonal; e as agressões químicas ou térmicas ao fio, causadas por procedimentos como alisamento e uso excessivo de calor.

Perder cerca de 100 fios por dia é considerado normal, já que os cabelos passam por ciclos naturais de crescimento e queda. O sinal de alerta começa quando essa quantidade aumenta de forma visível, seja de forma difusa por toda a cabeça, seja concentrada em áreas específicas, como a região frontal ou o topo da cabeça.

Enquanto você investiga a causa com o dermatologista, reforçar a nutrição dos fios ajuda a apoiar a recuperação. A linha Neosil conta com suplementos alimentares, xampus, condicionadores e séruns específicos para o tratamento antiqueda. Você pode encontrar a linha Neosil completa disponível na Drogal e começar o fortalecimento dos fios como parte do cuidado e da sua rotina de beleza.

Eflúvio telógeno como uma das causas mais comuns de queda repentina

O eflúvio telógeno acontece quando um número maior de fios entram antes da hora na fase de repouso do ciclo capilar, o que leva à queda entre 6 e 12 semanas depois do gatilho. Para a Sociedade Brasileira de Dermatologia, nesse tipo de quadro, é possível perder acima de 200 fios de cabelo diariamente.

Infecções, febre alta, cirurgias (principalmente a bariátrica), parto recente, perda de peso significativa, dietas altamente restritivas e períodos de estresse emocional intenso estão entre os principais desencadeantes. Esse tipo de queda costuma ser temporário: o cabelo volta a crescer normalmente depois que a causa é identificada e controlada, com recuperação gradual entre três e seis meses.

É importante reforçar que o eflúvio telógeno não conta com tratamento específico. Algumas medicações podem ser prescritas, com intuito de estimular o crescimento capilar e sua recuperação. No geral, a indicação é procurar um dermatologista para que seja feita uma avaliação minuciosa.

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Alopecia androgenética e a queda hereditária

Já a alopecia androgenética, conhecida popularmente como calvície, segue um padrão bem diferente. Ela é progressiva, ligada à genética e aos hormônios, e concentrada em áreas específicas do couro cabeludo.

O quadro afeta cerca de metade dos homens e 50% das mulheres acima dos 50 anos, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, com os sintomas mais evidentes aparecendo a partir dos 40. Diferente do eflúvio telógeno, esse tipo de queda não se reverte sozinho e costuma precisar de acompanhamento dermatológico contínuo.

Para a instituição, a evolução dos tratamentos é um forte aliado na contenção da queda capilar, mas é necessário que as pessoas busquem acompanhamento médico. Algumas condições autoimunes podem simular o quadro, o que pode dificultar o diagnóstico e posterior tratamento.

Deficiências nutricionais que pesam na queda

A falta de ferro é uma das deficiências mais associadas ao enfraquecimento capilar, principalmente em mulheres com fluxo menstrual intenso ou dietas restritivas.

A vitamina D e outros nutrientes também entram nessa conta: estudos relacionam níveis baixos desses componentes a um desequilíbrio no ciclo de crescimento do folículo piloso. Reforçar essas lacunas com suplementação orientada ajuda o organismo a recuperar o suporte necessário para os fios.

O Adeforte Turbo combina vitaminas A, D, E e biotina em ampola, prática para quem busca essa reposição no dia a dia.

É importante lembrar que o excesso de vitaminas também pode ser problemático. A hipervitaminose, principalmente da vitamina A, gera uma toxicidade no organismo quando consumida além da indicação em um curto período. Por isso, recomenda-se sempre a avaliação clínica antes de consumir qualquer tipo de vitamina ou suplemento.

Agressões químicas e térmicas aos fios podem provocar queda capilar

Procedimentos estéticos também pesam na queda e na quebra dos fios. Progressivas à base de formol deixam o cabelo desidratado e quebradiço, enquanto substâncias usadas em relaxamentos capilares desestruturam o córtex do fio, a camada responsável pela cor, pela força e pela elasticidade.

O uso frequente de secador e chapinha em temperatura alta soma-se a esse desgaste ao longo do tempo.

Como cuidar do couro cabeludo no dia a dia

Além dos cuidados internos, o couro cabeludo se beneficia de produtos que atuam direto na raiz. Linhas como a Revita combinam cafeína, biotina e outros ativos voltados para o fortalecimento dos fios e a saúde do couro cabeludo, complementando a rotina de cuidados sem substituir a avaliação médica.

Quando procurar o dermatologista

Procure o dermatologista quando a queda persistir por mais de três meses, vier acompanhada de coceira, vermelhidão ou descamação no couro cabeludo, ou se concentrar em áreas específicas em vez de se espalhar por toda a cabeça.

O profissional avaliará o padrão da queda, pede exames quando necessário e indica o tratamento certo para a causa identificada.

Eliane Messias Rodrigues, farmacêutica responsável Drogal. CRF/SP 43.895

Queda capilar: entenda as causas, cuidados e tratamentos