Criminosos se passam por defensores públicos ou servidores da Defensoria Pública do Pará no WhatsApp e pedem Pix ou transferências para, supostamente, liberar dinheiro de processos judiciais. Eles também enviam links de videochamadas.

Essas cobranças são golpes. Todos os serviços da Defensoria são gratuitos: a instituição não pede dinheiro para prestar atendimento, movimentar processos, emitir documentos ou liberar valores judiciais.

Para conferir se o telefone que enviou a mensagem é da Defensoria, o cidadão pode acessar defensoria.pa.def.br, pelo celular ou computador. Na página inicial, basta clicar no banner de verificação de telefones e digitar o número que entrou em contato. A ferramenta informa se ele está cadastrado como canal oficial da instituição.

A orientação é interromper a conversa, não fazer pagamentos e conferir o contato diretamente nos canais oficiais. A Defensoria reforça que seus serviços são gratuitos e que defensores e servidores não estão autorizados a realizar videochamadas.

Como conferir o número

A consulta pode ser feita em poucos passos:

1. Acesse defensoria.pa.def.br.

2. Na página inicial, procure o banner da ferramenta de verificação de telefones.

3. Clique e digite o número que entrou em contato.

4. Confira se ele está cadastrado como canal oficial da Defensoria.

Para realizar a consulta, entre diretamente no site da instituição. Não use links enviados pelo contato suspeito.

Mesmo ao conferir o telefone, lembre-se: nenhum atendimento da Defensoria exige Pix, depósito, transferência ou pagamento de taxa.

Quais são os sinais do golpe?

Desconfie de mensagens que, em nome da Defensoria:

- Peçam dinheiro para liberar ou movimentar um processo.

- Cobrem pela emissão de documentos.

- Exijam pagamento para que você receba valores judiciais.

- Enviem links para videochamadas.

- Solicitem senhas, códigos recebidos por SMS ou informações bancárias.

Os golpistas usam a confiança na instituição para atingir pessoas que procuram assistência jurídica gratuita. A defensora pública-geral, Mônica Belém, alerta que o prejuízo pode comprometer o sustento de famílias em situação de vulnerabilidade.

Recebi uma mensagem suspeita. O que faço?

Interrompa a conversa e não transfira dinheiro. Não compartilhe dados pessoais, senhas, códigos de confirmação ou informações bancárias.

Guarde capturas de tela das mensagens, o número usado no contato e eventuais chaves Pix. Se houve pagamento, preserve também os comprovantes. Esses registros podem ajudar nas investigações.

Para confirmar informações ou comunicar um contato suspeito, procure a Defensoria pelos canais oficiais:

- Na Região Metropolitana de Belém: ligue 129.

- No interior do Pará: consulte os telefones e endereços na página Localize uma Defensoria.

A ferramenta verifica o cadastro do telefone. Ela não substitui o cuidado com o conteúdo da mensagem: cobrança por um serviço da Defensoria é sinal de golpe.

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