Questionado por jornalistas sobre uma possível mudança de posicionamento da sigla, Sóstenes atribuiu a interpretação a uma falha na cobertura do tema.

“Nunca. Nós votamos aqui a favor, nunca mudou de opinião. É que vocês não informaram direito” , declarou.

Em maio de 2026, a Câmara aprovou , em 2º turno, a PEC que estabelece a adoção da escala 5 X 2 e a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas. As mudanças não acarretam reduções salariais.

Dos 97 deputados do PL, 81 votaram a favor do texto , 9 foram contrários e 7 não participaram da votação.

A expectativa para a votação no Senado é que a sigla libere a bancada na votação , já que a maioria dos senadores avalia que é preciso se posicionar em relação à proposta.

Flávio criticou a proposta

O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, criticou em 6 de outubro a proposta em discussão no Congresso para acabar com a escala 6 X 1. Na ocasião, defendeu que trabalhadores tenham liberdade para definir a própria jornada de trabalho.

Nesta 3ª feira (13.out), porém, o senador afirmou que não pode votar contra a PEC , embora considere a proposta mal formulada e prejudicial à economia.

A campanha avalia que um posicionamento contrário ao fim da escala 6 X 1 poderia prejudicar Flávio eleitoralmente , já que a proposta estabelece mais um dia de descanso semanal para os trabalhadores.

A votação do fim da escala é uma estratégia do atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), visando à sua tentativa de reeleição. A aprovação da PEC deve favorecer o petista na corrida eleitoral.

A avaliação da campanha é que seria mortal para o senador se posicionar contra a proposta de emenda à Constituição que dá 1 dia a mais de folga para os trabalhadores. Levantamento da Genial/Quaest divulgado em maio mostra que 68% dos eleitores brasileiros são favoráveis ao fim da escala 6 X 1 .

PL defende jornada flexível

Em maio, o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência, protocolou no Senado uma PEC que permite a negociação da jornada de trabalho entre empresas e funcionários.

O texto autoriza acordos individuais para a contratação por hora trabalhada, com remuneração e direitos proporcionais. Na prática, a medida poderia resultar em redução salarial caso houvesse diminuição da jornada.

Ao todo, 40 senadores assinaram a proposta , entre eles 16 do PL, incluindo Flávio.