Com base em levantamento recente da Nexus/BTG sobre o potencial de voto e a rejeição dos candidatos , 51% do eleitorado afirma que não votaria em Lula (PT) de jeito nenhum, enquanto 47% rejeitam Flávio Bolsonaro (PL).

Em contrapartida, 42% dizem que Lula é o único candidato em quem votariam, ao passo que 43% fazem a mesma afirmação em relação a Flávio. “Esse é o piso do piso de cada um dos candidatos”, destacou Tokarski.

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Para os dois candidatos, há 7% do eleitorado que declara poder votar em qualquer um deles , mas que ainda não tem certeza sobre sua escolha. Tokarski ressaltou que esse percentual coincide exatamente com a fatia de eleitores que afirmam poder mudar de voto até o dia do segundo turno.

“Esse eleitorado será fundamental para a gente acompanhar eventuais movimentos, para onde esse eleitor vai. Ele está dizendo que aceita votar nos dois, mas mais gente hoje está votando em Flávio, que tem a vantagem . Mas esse eleitor é um eleitor que pode mudar de opinião”, observou o analista.

Herança da terceira via

Tokarski também analisou o comportamento dos eleitores que votaram na chamada terceira via no primeiro turno, que somou quase 8% dos votos válidos . Segundo os dados da Nexus/BTG, 45% desses eleitores migraram para Flávio, 32% para Lula, 19% optaram pelo voto em branco ou nulo e 3% seguem indecisos.

O analista destacou que o índice de eleitores não convictos dessa parcela do eleitorado mais que dobra, chegando a 16% . “Esse eleitor é um eleitor que preferia não ter que votar nem em Lula, nem em Flávio”, explicou.

De acordo com Tokarski, esse eleitor tende a fazer a escolha daquele que considera o candidato menos ruim , e sua decisão pode ser influenciada por debates, sabatinas, movimentações de rua e posicionamentos dos candidatos nos noticiários.

“A gente vai ter que olhar muito para esse eleitor, que é um eleitor mais escolarizado, mais pragmático “, disse.

Ele acrescentou que, se todo esse contingente migrar para Flávio, a diferença pode se ampliar de 48% x 45% para 49% x 43% nos votos totais. Já se o movimento for inteiramente em direção a Lula, os dois candidatos poderiam empatar, com 46% cada um .

“Isso reforça que, apesar de um certo favoritismo de Flávio , reconhecido até pelos próprios eleitores, a eleição está longe de estar definida”, concluiu Tokarski.

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