“Aqueles que acham que eu sou radical na segurança pública não viram nada ainda. Eu já estou trocando uma ideia com o Derrite [senador eleito do PP-SP] porque eu estou achando que El Salvador é pouco” , declarou, em referência ao modelo de segurança do presidente salvadorenho Nayib Bukele.
Na sequência, Flávio afirmou que pretende criar mais de 500 mil vagas em presídios e defendeu a castração de condenados por crimes sexuais.
“Vamos fazer mais de meio milhão de vagas de presídio para prender estuprador e abusador de mulher e criança, vai sofrer castração e vai ficar preso muito mais tempo” , disse.
O modelo de Bukele é conhecido pelo encarceramento em massa e pela adoção de medidas excepcionais no combate às gangues. Desde março de 2022, El Salvador está sob estado de exceção, renovado sucessivamente, que suspende garantias constitucionais e permite prisões sem ordem judicial. Até agosto de 2025, o regime havia sido prorrogado 41 vezes.
A política, porém, é alvo de denúncias de organizações internacionais de direitos humanos. Em agosto de 2025, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos alertou para relatos de prisões ilegais e arbitrárias, tortura, violações do acesso à Justiça e mais de 400 mortes de pessoas privadas de liberdade sob custódia do Estado.
A Anistia Internacional também apontou um padrão sistemático e generalizado de abusos estatais e questionou a falta de critérios claros para as detenções.

