O Poder360 contatou cada um dos 81 senadores. Declararam voto favorável à proposta 49 congressistas. Outros 4 já se manifestaram a favor anteriormente, mas não declararam voto recentemente nem responderam à reportagem: Jorge Kajuru (PSB-GO), Fernando Dueire (MDB-PE), Irajá (PSD-TO) e Zequinha Marinho (Podemos-PA).

Questionados, 3 congressistas não quiseram se pronunciar: Sergio Moro (PL-PR), Ivete da Silveira (MDB-SC) e Efraim Filho (PL-PB). As equipes de Eduardo Gomes (PL-TO) e Carlos Portinho (PL-RJ) declararam que os senadores aguardavam a posição da bancada.

OPOSIÇÃO A FAVOR

O PL liberou os senadores na votação. Ao menos 3 integrantes do partido declararam voto favorável ao fim da escala, entre eles Magno Malta (PL-ES) e Izalci Lucas (PL-DF).

“ Vou votar sim à PEC do fim da escala 6 X 1, respeitando a vontade da maioria dos trabalhadores brasileiros. Mas não aceito que um tema tão sério seja tratado com oportunismo eleitoreiro ”, declarou Izalci ao Poder360 .

O 3º apoiador na sigla é o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em conversa com jornalistas, disse que a decisão considera a opinião dos trabalhadores consultados durante viagens de campanha.

O Poder360 antecipou que Flávio havia decidido votar a favor do tema como estratégia de redução de danos. A avaliação da campanha é que seria prejudicial se posicionar contra a proposta de emenda à Constituição que reduz a jornada máxima e garante 1 dia a mais de folga. Em seu plano de governo, Flávio defende o que chama de “jornada flexível”, na qual o trabalhador negocia o horário de trabalho diretamente com o empregador.

PEC DEVE SER APROVADA

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), marcou a 1ª votação do texto para esta 4ª feira (14.out). Há articulação para analisar um requerimento de calendário especial.

Se a solicitação for aprovada, o Senado poderá votar a proposta em 1º e 2º turnos no mesmo dia. Em rito comum, o Regimento Interno exige intervalo e mais 3 sessões de discussão antes do 2º turno. Esse prazo pode ser dispensado mediante a aprovação do calendário especial. Assim como no 1º turno, o texto precisa obter o apoio de pelo menos 49 senadores (⅗) na 2ª votação.

Embora haja articulação para concluir a votação antes do 2º turno das eleições, a proposta enfrenta obstáculos. Qualquer mudança de mérito força o texto a retornar à Câmara dos Deputados, adiando a promulgação. Além disso, como a aprovação exige maioria qualificada (49 votos sim ), ausências, abstenções e licenças contam na prática como votos contrários.