A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (14) a Operação Dirus para investigar suspeitas de direcionamento de chamamentos públicos e desvio de recursos da saúde no município de Nossa Senhora do Socorro.
A ação cumpre 32 mandados de busca e apreensão em Sergipe, Rio de Janeiro, São Paulo, Ceará e Paraíba. O trabalho mobiliza policiais federais e auditores da Controladoria-Geral da União.
As ordens judiciais são cumpridas nas sedes de organizações sociais e de empresas envolvidas, além de residências de investigados. Os alvos estão situados nos municípios de Aracaju, Nossa Senhora do Socorro e Canindé de São Francisco, em Sergipe; no Rio de Janeiro; em Barretos e Colina, no estado de São Paulo; em Fortaleza, Aquiraz e Eusébio, no Ceará; e em Campina Grande, Serra Branca e Pedra Lavrada, na Paraíba.
Agora no g1
Operação da Polícia Federal mira crimes previdenciários em Sergipe
A investigação apura irregularidades na contratação de duas organizações sociais para a gestão de unidades de saúde municipais. O período sob análise abrange a administração do hospital de campanha montado em 2020 durante a pandemia de Covid-19 e a operação de uma Unidade de Pronto Atendimento entre 2020 e 2026.
De acordo com o levantamento inicial, há indícios de superfaturamento e de subcontratação de serviços por meio de empresas ligadas aos gestores das próprias organizações sociais.
O prejuízo estimado aos cofres públicos é de R$ 15,6 milhões. A Justiça mandou bloquear e apreender bens e valores até esse montante.
O inquérito foi aberto após uma auditoria da Controladoria-Geral da União apontar suspeitas de superfaturamento e uso indevido de verbas. A operação ocorre de forma integrada entre a Polícia Federal, a CGU e o Ministério Público Federal.
Os investigados poderão responder por organização criminosa, fraude em licitação, peculato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

