O sargento da Polícia Militar (PM) Samir do Nascimento Rodrigues Carvalho, acusado de matar a esposa e tentar matar a filha de 10 anos em uma clínica médica, é julgado nesta quarta-feira (14), no Fórum de Santos, no litoral de São Paulo.
Amanda Fernandes Carvalho, de 42 anos, foi morta pelo marido com três tiros e 51 facadas dentro de uma clínica no bairro Marapé, em maio de 2025. A filha do casal, que tinha 10 anos na época, também foi atingida por disparos, mas sobreviveu após ficar internada por seis dias. O policial foi preso em flagrante e segue detido.
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Samir Carvalho matou a esposa Amanda Fernandes em Santos, SP
Redes sociais e Vanessa Rodrigues/A Tribuna Jornal
Samir foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) por feminicídio e tentativa de homicídio qualificado contra a filha. O júri está previsto para começar às 9h30, no Fórum de Santos.
De acordo com apuração da TV Tribuna, afiliada da Globo, 14 testemunhas devem ser ouvidas, entre elas, policiais e profissionais da clínica que presenciaram o crime. A expectativa é que o julgamento dure pelo menos dois dias.
Em nota, o MP-SP informou sustentar que o assassinato foi praticado no âmbito de violência doméstica e familiar, por razões da condição do sexo feminino, com meio cruel, mediante dissimulação, recurso que dificultou a defesa da vítima, perigo comum e emprego de arma de fogo de uso restrito.
Já em relação à filha, a acusação do órgão é de tentativa de homicídio qualificado por perigo comum, dissimulação, dificuldade de defesa e uso de arma de fogo de uso restrito.
Amanda Fernandes compartilhava muitas fotos com a família
Filho da vítima
O filho da vítima, Davi Fernandes Costa Carvalho, contou que Samir era agressivo e já havia feito diversas ameaças à família. Ele quer que o homem seja condenado e jamais volte a se aproximar.
"Eu não quero ter contato, não quero que se aproxime de mim, dos pequenos, da minha família. Que ele pague e depois vá viver a vida normal dele, mas que seja bem longe da gente”, afirmou Davi, em entrevista à TV Tribuna, afiliada da Globo.
O g1 entrou em contato com o escritório Oliveira Campanini Advogados, responsável pela defesa dele, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
O laudo necroscópico da vítima indica que a maioria das facadas atingiu o lado direito do corpo de Amanda, com golpes da coxa até a face. O documento aponta também que os tiros foram disparados à distância.
O médico legista responsável pelo documento concluiu que Amanda sofreu "morte violenta, decorrente de anemia aguda por hemorragia interna traumática, em consequência dos ferimentos" causados pelos tiros e facadas.
Amanda Fernandes e Samir Carvalho (à esq.) e laudo do IML (à dir.)
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