Uma das possibilidades mais utilizadas pelos grandes investidores é entrar no negócio ainda no desenvolvimento do projeto. Uma alternativa é a Sociedade em Conta de Participação, a SCP, na qual os investidores reúnem recursos para viabilizar o projeto, enquanto o sócio ostensivo administra o negócio e conduz sua execução.

Participar dessa etapa pode trazer uma vantagem econômica. Segundo o advogado Ricardo Raduan (OAB/SP 267.267), titular da Raduan Advogados Associados, nesse modelo, os aportes cobrem o desenvolvimento e a taxa de administração da construtora. Essa organização pode resultar em um custo menor do que o preço de compra de um imóvel equivalente, ampliando o potencial de retorno.

A participação coletiva também permite integrar um projeto que seria difícil realizar sozinho. Porém, é preciso conciliar os aportes e o tempo da obra com os planos pessoais. Na avaliação de Raduan, objetivo, prazo e disposição para lidar com as intempéries comuns a obras devem ser considerados em conjunto. Ser capaz de pagar a entrada é apenas uma parte dessa análise.

As perguntas a seguir ajudam a entender se esse caminho combina com você.

Assinatura de contrato na sede da Esdras Construtora.

1. Qual é o seu objetivo?

Morar em breve, formar patrimônio e buscar renda futura são objetivos distintos. Quem precisa resolver uma mudança de casa tem uma necessidade de prazo diferente de quem pretende acompanhar o desenvolvimento de um projeto.

Na SCP, a adesão é uma participação societária. Mesmo quando a estrutura prevê a destinação de uma unidade ao final, é necessário avaliar os prazos para que isso ocorra. Tratar essa relação como se fosse a compra de um imóvel pronto pode criar expectativas incompatíveis com o contrato.

Um exemplo ilustrativo ajuda: duas pessoas com a mesma quantia disponível podem tomar decisões diferentes. Uma precisa desocupar o imóvel onde mora; a outra já resolveu sua moradia e planeja investir ao longo dos próximos anos. O valor é igual, mas a função desse dinheiro não é.

2. O prazo cabe no seu planejamento?

Uma construção passa por etapas que precisam ser compreendidas antes da adesão. Compra do terreno, projeto, aprovações, execução e conclusão têm cronogramas próprios, sujeitos às condições da operação.

Por isso, o interessado deve conhecer o cronograma previsto e perguntar como serão comunicadas e tratadas eventuais alterações. Também precisa avaliar o efeito de uma espera maior sobre seus planos, principalmente se pretende usar o resultado para morar ou obter renda.

Raduan chama a atenção para a relação entre o tempo de espera e a finalidade do investimento. A expectativa de resultado deve ser compatível com esse percurso, sem depender de uma disponibilidade imediata que o contrato não ofereça.

Perspectiva ilustrada das torres do Grand Park.

3. Você consegue manter os compromissos?

A possibilidade de distribuir aportes ao longo do tempo pode facilitar o planejamento. Mas a análise precisa incluir todo o fluxo: entrada, parcelas, eventuais pagamentos intermediários, atualizações e demais obrigações previstas.

Um pagamento possível hoje precisa continuar compatível com a vida financeira durante o período contratado. É importante entender, ainda, o tratamento previsto para mudanças de custos e eventuais aportes adicionais.

4. O que acontece se os planos mudarem?

A necessidade de usar o dinheiro pode surgir antes do fim da obra. Nesse caso, a resposta depende das regras de retirada ou transferência da participação e das condições da operação.

Antes de assinar, vale perguntar como o pedido será feito, quais custos podem existir e quando os valores eventualmente devidos poderão ser recebidos. A possibilidade de solicitar uma saída não significa receber de volta os recursos imediatamente.

Conhecer essa diferença permite avaliar a participação com mais clareza.

5. Você quer acompanhar o investimento?

Na Esdras Construtora, os participantes recebem relatórios mensais com dados financeiros e registros do andamento das obras. Esse material permite acompanhar a aplicação dos recursos e fazer perguntas à equipe responsável.

A gestão cotidiana fica com a construtora, mas a informação disponibilizada precisa ser compreendida. Saber o que significa determinada etapa, como ler uma prestação de contas e com quem esclarecer dúvidas torna a relação mais próxima.

“A conversa começa pelo que a pessoa quer construir para o futuro. Quando ela entende o projeto, os compromissos e a forma de acompanhar a obra, consegue avaliar se aquela participação faz sentido para o momento dela.” - Victor Simão, diretor operacional da Esdras Construtora

Responder a essas cinco perguntas não substitui a análise do contrato e da situação financeira. A decisão se torna mais consistente quando prazo, objetivo e compromisso apontam na mesma direção.

Oportunidades de SCPs no mercado imobiliário

Reserva do Golfe | Região oeste de São José dos Campos

Casas independentes de três dormitórios, com quintal. Quadras, academia e minigolfe integram a proposta de lazer compartilhado.

Pré-lançamento, com cotas disponíveis a partir de 17 de outubro

Vivenci Home Resort | Itaguá, Ubatuba

A proposta de resort chega ao litoral: o projeto prevê apartamentos de 1, 2 e 3 dormitórios e mais de 30 itens de lazer, como piscinas, espaços gourmet e arena de esportes de areia.

Pré-lançamento disponível para investimento

Grand Park | Parque Industrial

Mall, salas comerciais e apartamentos integrarão a proposta de reunir moradia, trabalho e conveniência em um mesmo empreendimento no centro da avenida Bacabal.

Pré-lançamento disponível para investimento

Innovation Residence & Mall | Jardim das Colinas

Em frente ao Colinas Shopping, com mall, salas comerciais e apartamentos. O projeto prevê um mall com mais de 7.000 m² e apartamentos de 56 m² e coberturas de 112 m².

Pré-lançamento disponível para investimento

Heritage Vila Ema | Vila Ema

Torre única, com apartamentos de 87,7 m² e duas vagas. Piscina com raia aquecida e sauna estão entre os diferenciais.

Lançamento disponível para investimento