A entrada foi marcada pela vinda de R$ 10 bilhões só na segunda-feira (5) e se manteve durante o resto da semana. Considerando também as duas primeiras sessões de outubro antes das eleições, a entrada foi de R$ 15,75 bilhões e, até o momento, só perde para o mês cheio de janeiro (R$ 26,47 bilhões de entrada), com dados de apenas 7 sessões de outubro.
XP projeta até R$ 540 bi em novos fluxos para Bolsa e vê potencial em ações cíclicas
Equipe de estratégia afirma que o rali pós-eleição pode marcar uma mudança de regime para os ativos brasileiros, mas vê oportunidade concentrada em cíclicas domésticas, não mais de forma generalizada
Segundo relatório da XP publicado nesta quarta-feira (14), o otimismo com os fluxos, tanto estrangeiro como local, deve seguir. O capital de fora deve continuar como principal motor do mercado, mesmo com a já forte aceleração que os dados mostram. Para os analistas, ainda há espaço para que os estrangeiros aumentem sua exposição em Brasil, em especial considerando que o principal ETF de Brasil, EWZ, tem só US$ 13 bilhões em patrimônio.
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A força da Bolsa, porém, não deve ficar restrita ao entusiasmo do estrangeiro. Embora os gringos componham atualmente 62,88% (o maior patamar histórico, de acordo com os dados da B3) da participação de investidores, há momentum para que o local (que responde por 9,91% da Bolsa até 9 de outubro) também aumente exposição.
“O fluxo local deve vir em seguida, à medida que os juros caírem. O mercado de investimentos no Brasil soma hoje R$ 12 tri, e a alocação em ações está em apenas 6%, perto das mínimas. Voltar a 10% significaria uma entrada de R$ 300–600 bi em ações”, diz a XP.
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