A nova equipe reúne sete profissionais e oferece consultas médicas, curativos, exames, testagens, atendimento psicológico, ações de planejamento familiar e distribuição de insumos. Os atendimentos são realizados diretamente nos territórios onde estão as pessoas em situação de rua.

Antes da ampliação, a primeira equipe tinha como referência regiões como São Camilo, Ponte São João, Sorocabana, Fepasa, Vila Marlene e parte do Centro.

De acordo com a Prefeitura, a inclusão dos novos bairros foi planejada a partir da identificação de pessoas em situação de vulnerabilidade nessas localidades.

Consultório na Rua soma 2.380 atendimentos em Jundiaí

Entre abril e setembro de 2026, as duas equipes do Consultório na Rua registraram 2.380 atendimentos. Desse total, 460 foram realizados pela segunda equipe entre julho e setembro.

Os números foram contabilizados a partir da implantação do prontuário eletrônico no serviço e representam atendimentos realizados, não necessariamente pessoas diferentes.

Para o coordenador de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas, Alexandre Sandri, a atuação frequente nos territórios permite identificar necessidades de saúde e construir vínculos de confiança com os pacientes.

“Essa ampliação significa estar mais perto de pessoas que precisam de cuidado, mas nem sempre conseguem acessar os serviços de saúde. A presença regular das equipes permite construir vínculos de confiança, identificar necessidades e oferecer um acompanhamento que respeita a realidade de cada pessoa. É uma estratégia de ampliação do acesso, mas, acima de tudo, de acolhimento e dignidade”, destaca.

Como funciona o Consultório na Rua?

Criado em Jundiaí em 2014, o Consultório na Rua integra o Sistema Único de Saúde (SUS) e oferece assistência a pessoas em situação de rua que podem enfrentar dificuldades para procurar atendimento nas unidades convencionais.

Além de consultas, procedimentos e ações preventivas, o serviço oferece acolhimento em saúde mental e orientações de saúde.

As equipes também trabalham de forma articulada com as Unidades Básicas de Saúde (UBSs), os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e os equipamentos da Assistência Social. Essa integração permite encaminhar e acompanhar pacientes na rede municipal, dando continuidade aos cuidados iniciados durante os atendimentos nas ruas.