# Startups: Imersa capta R$ 250 mil e busca mais R$ 500 mil para copiloto de vendas

- Seção: Economia
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- Publicado em: 2026-10-14T14:27:02.000Z
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> Imersa, startup que desenvolve um copiloto de vendas para equipes comerciais B2B, captou R$ 250 mil em sua primeira rodada de investimento, com valuation de quase R$ 4 milhões. O aporte foi realizado integralmente por Flávio Szenkier,…

O acordo foi estruturado em duas etapas: R$ 250 mil na entrada e outros R$ 100 mil condicionados ao cumprimento de indicadores de desempenho (KPIs) acordados com o investidor.

Segundo Perina Braga, CEO e cofundador da Imersa, a rodada segue aberta, com a meta de captar pelo menos mais R$ 500 mil. Embora o prazo para concluir a captação seja maio de 2027, a expectativa é fechar a rodada até o fim deste ano. Para atrair novos recursos, a startup busca principalmente investidores-anjo e também está em contato com fundos de investimento.

De serviço a produto

Fundada em 2023, a Imersa passou os primeiros anos sem investimento externo. Nesse período, prestou serviços de geração de demanda e, posteriormente, de preparação de equipes comerciais. Ao todo, atendeu mais de 100 clientes enquanto desenvolvia sua própria tecnologia.

O modelo baseado em serviços, porém, esbarrou em limitações de escala. Segundo o fundador, a equipe conseguiria atender no máximo 20 empresas por mês sem comprometer a qualidade das entregas. Havia também o desafio de manter os resultados dos treinamentos ao longo do tempo. “Passava um ou dois meses e o vendedor parava de operar com o que a gente tinha ensinado”, conta Perina, em entrevista ao Startups. Diante dessas limitações, a empresa decidiu concentrar esforços no desenvolvimento de uma solução tecnológica para vendas.

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Sem recursos para ampliar a equipe ou contratar planos corporativos de ferramentas de IA, a startup criou uma operação interna baseada em agentes. O trabalho partiu do chamado núcleo cognitivo, desenvolvido em 2024 e que hoje sustenta a tecnologia da Imersa. Segundo Perina, o motor neurossimbólico — abordagem que combina aprendizado de máquina com regras simbólicas — é desenvolvido por um pesquisador da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Copiloto de vendas

A plataforma da Imersa combina treinamento contínuo e acompanhamento de desempenho. Durante as reuniões, a ferramenta analisa as conversas em tempo real e exibe, em um painel, indicadores como o nível de interesse do cliente, as objeções ainda não respondidas, os pontos que estão prejudicando a negociação e a probabilidade de fechamento.

Ao fim de cada ligação, o vendedor recebe uma análise dos erros cometidos. Com base neles, a plataforma cria simulações de conversas por meio de roleplay, reproduzindo situações em que o profissional costuma ter dificuldades. A proposta é permitir que os vendedores errem durante o treinamento, e não diante dos clientes. Os líderes comerciais também têm acesso a um painel próprio para acompanhar o desempenho da equipe.

Segundo Perina, a solução é mais adequada a empresas de médio e grande porte, onde a gestão comercial ainda depende muito da intuição dos líderes. “As empresas têm dados comerciais, mas não possuem inteligência comercial. Nossa plataforma foi pensada para que o vendedor passe a ter dados para a ação e deixe de depender apenas de intuição”, afirma.

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O fundador também afasta a ideia de que a tecnologia pretende substituir os vendedores. Como o receio de perder espaço para a IA é comum entre esses profissionais, a proposta é usar o copiloto como ferramenta de apoio ao trabalho comercial.

Diferenciais e planos de expansão

A Imersa tem como referência empresas norte-americanas como Gong e Hyperbound, cujas soluções, segundo Perina, podem custar mais de mil reais por usuário. Para o CEO, um dos diferenciais da startup é ter desenvolvido a plataforma em português, com base na realidade comercial de um país emergente.

Outro diferencial, afirma o empreendedor, é o desenvolvimento de tecnologia própria, em vez de apenas integrar modelos de outras empresas. Para avançar nessa frente, a startup pretende direcionar recursos à infraestrutura, à contratação de cientistas e à compra de dados do mercado B2B, além de manter a colaboração com pesquisadores para atualizar a tecnologia continuamente.

A expansão inclui também uma mudança de sede. A Imersa está transferindo sua operação de Mogi Guaçu, no interior paulista, para a capital, onde passou a integrar a La Fabrique, centro de inovação instalado no STATE, hub independente localizado na Vila Leopoldina. Atualmente, a startup tem sete pessoas na equipe e busca contratar pelo menos outras sete para a operação em São Paulo.

Conteúdo produzido por Startups.com.br

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