Três suspeitos foram indiciados pela participação na chacina que matou quatro pessoas em Formosa, na região leste de Goiás, segundo a Polícia Civil. O policial militar aposentado Matusalém Silveiro, o filho dele, Maurício Correia, e um amigo da família, Rodrigo Barbosa, foram indiciados por quatro homicídios triplamente qualificados, associação criminosa armada e posse ilegal de acessório de uso restrito. Os três permanecerão presos preventivamente.

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De acordo com a polícia, as investigações concluíram que as quatro vítimas foram atraídas ao local sob o falso pretexto de realizar um acerto financeiro e recuperar um veículo retido. Ao chegarem ao endereço, porém, foram surpreendidas por uma emboscada.

O g1 não conseguiu localizar a defesa dos outros envolvidos até a última atualização desta reportagem.

O crime aconteceu em 11 de agosto, no Setor Parque Lago, em Formosa. Segundo o inquérito, houve um grande volume de disparos de armas de alto poder de fogo, sem que as vítimas tivessem oportunidade de se defender.

As vítimas foram identificadas como Luis Antonio Rodrigues, de 58 anos; Gustavo Fernandes Graças, de 30; Andre Luiz Ferreira Silva, de 41; e Gustavo Aurelio Miguel, de 31. Elas foram mortas ao chegarem à porta da casa do policial militar aposentado.

Matusalém foi preso três dias após o crime. Maurício e Rodrigo ficaram foragidos por cerca de duas semanas e foram presos em 31 de agosto, no estado do Rio de Janeiro.

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Investigação aponta dívidas e cobranças por agiotagem

Segundo a Polícia Civil, o crime teria sido motivado por disputas financeiras, dívidas e cobranças relacionadas à prática de agiotagem pelo grupo e por terceiros.

A investigação apontou a existência de uma associação criminosa armada, estável e permanente entre os investigados, com funções predefinidas e voltada à prática recorrente de extorsões, ameaças e cobranças violentas nas regiões de Formosa e São João d’Aliança.

Durante as diligências, a perícia recuperou imagens de câmeras de segurança instaladas na residência de um dos investigados, localizada em frente ao local do crime. Segundo a polícia, há indícios de que as gravações tenham sido apagadas de forma deliberada.

O material recuperado continua sob análise pericial e poderá contribuir para esclarecer a dinâmica dos assassinatos e a atuação dos envolvidos.

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Armas e acessórios de uso restrito foram apreendidos

No local do crime e nas residências dos investigados, foram apreendidas armas de fogo, munições e acessórios, incluindo supressores de ruído, conhecidos como silenciadores.

Segundo a Polícia Civil, a Polícia Federal confirmou a irregularidade dos acessórios de uso restrito, que não tinham registro ou autorização.