A inteligência artificial da Meta, integrada ao WhatsApp, apresentou resultados diferentes ao receber pedidos de geração de imagens políticas envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), em teste realizado pela redação do Tribuna de Jundiaí.

A experiência ocorreu após relatos de usuários nas redes sociais apontarem que a ferramenta estaria gerando imagens relacionadas a Flávio Bolsonaro, mas recusando solicitações semelhantes envolvendo Lula.

No teste do Tribuna, a redação pediu uma imagem verde e amarela com a inscrição “Flávio 22”. A ferramenta gerou o conteúdo normalmente. Em seguida, a própria Meta AI sugeriu a criação de uma imagem com “Lula 13”. Após a redação aceitar a sugestão, a ferramenta informou que não conseguia gerar a imagem.

Uma nova tentativa, com o pedido para insistir na criação, também não teve sucesso. Quando a redação solicitou uma variação da imagem de Flávio Bolsonaro, a inteligência artificial voltou a gerar o conteúdo.

Relatos semelhantes nas redes sociais

Além do teste realizado pelo Tribuna de Jundiaí, relatos sobre o comportamento da Meta AI passaram a circular nas redes sociais. Usuários publicaram capturas de tela e descreveram tentativas em que pedidos de imagens com a inscrição “Lula 13” teriam sido recusados, enquanto solicitações com “Flávio 22” foram atendidas.

O assunto também foi abordado por veículos de imprensa. O G1 publicou reportagem sobre a ferramenta no WhatsApp, relatando a recusa de pedidos de imagens de campanha de Lula e o atendimento a solicitações envolvendo Flávio Bolsonaro. O UOL e o Painel Político também divulgaram testes e relatos semelhantes.

As publicações nas redes, porém, não apresentam resultados uniformes em todos os casos. Há usuários que relatam conseguir gerar imagens de Lula, por mais que a ferramenta relute, e outros que afirmam ter recebido recusas para pedidos envolvendo Flávio Bolsonaro.

Teste realizado por usuário

Teste realizado por usuário

TSE pediu esclarecimentos à Meta no domingo (11)

No domingo (11), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) havia solicitado à Meta, controladora do Facebook, Instagram e Whatsapp, esclarecimentos sobre a acusação de promover “seletividade algorítmica” contra as postagens da campanha do candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A empresa, por sua vez, negou favorecimento a qualquer candidato, mas reconheceu “falhas técnicas”.