O presidente do Corinthians, Osmar Stabile, avisou a aliados e conselheiros que não pretende mais se candidatar na eleição deste ano. O prazo para registro de candidaturas termina nesta quinta-feira, às 17h (de Brasília).

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Os aliados políticos de Stabile, especialmente os conselheiros vitalícios, estão discutindo qual caminho seguir e qual candidatura apoiar.

Investigado e denunciado pelo Ministério Público e alvo de críticas, Stabile mudou de opinião sobre tentar novo mandato de três anos na votação de 28 de novembro.

Ele estava inclinado a se candidatar, mesmo com a possibilidade de ser barrado pela Comissão Eleitoral. O estatuto proíbe a candidatura de dirigente que assume a presidência em caso de vacância e permanece no cargo por 18 meses ou mais.

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José Manoel Idalgo/SCCP

Considerando que Stabile assumiu o cargo interinamente em 26 de maio de 2025, com o impeachment de Augusto Melo, os 18 meses seriam completados em 26 de novembro de 2026, dois dias antes do pleito.

O presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior, recomendou que Stabile renunciasse ao cargo para não completar o tempo de proibição, o que o presidente chegou a considerar, segundo aliados.

Stabile ainda não anunciou oficialmente a sua decisão. Procurada pelo ge, a assessoria do clube declarou que, por enquanto, o presidente não irá se manifestar.

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O Ministério Público denunciou Stabile à Justiça por apropriação indébita devido à contratação, com dinheiro do Corinthians, de uma empresa não legalizada na Polícia Federal para fazer a segurança particular dele. O dirigente argumenta que a contratação se deu em razão do cargo.

O MP conduz uma outra investigação, no âmbito criminal, referente à contratação de uma empresa de segurança irregular, aberta em nome de um funcionário do clube, por R$ 676,6 mil.

O promotor Cassio Conserino ainda investiga a relação comercial entre o Corinthians e a empresa responsável pelo programa Fiel da Sorte, em razão do pagamento de R$ 6,9 milhões por serviços que não teriam sido totalmente prestados. O contrato é de agosto de 2023, da gestão de Duílio Monteiro Alves, mas a administração atual só o rompeu neste ano.

No âmbito cível, o Corinthians ainda é investigado em um inquérito do MP que pode resultar em um pedido de intervenção judicial.

Dentro de campo, o clube enfrenta uma crise, com eliminações na Conmebol Libertadores e na Copa do Brasil e oito derrotas consecutivas no Campeonato Brasileiro.

O desabafo recente do zagueiro Gabriel Paulista escancarou a insatisfação dos jogadores com o presidente corintiano. Para o elenco, Stabile não protege o time e não é confiável, porque não dialoga com as lideranças para explicar os atrasos em pagamentos e, quando faz, não cumpre os prazos dos acordos.

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