# Eneva: por que o JPMorgan coloca as ações ENEV3 como uma das preferidas do setor

- Seção: Economia
- Fonte: InfoMoney (https://www.infomoney.com.br/mercados/eneva-por-que-o-jpmorgan-coloca-as-acoes-enev3-como-uma-das-preferidas-do-setor/)
- Publicado em: 2026-10-14T19:00:48.000Z
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> O JPMorgan reiterou a recomendação de compra para Eneva ( ENEV3 ), como uma das principais escolhas do banco no setor. De acordo com os analistas, a tese de investimento da companhia tem se tornado cada vez mais simples e mais sólida.

Por um lado, pelo aumento da previsibilidade do fluxo de caixa e a diminuição dos riscos de execução. De outro, pelos retornos do fluxo de caixa livre e as oportunidades de projetos greenfield no Brasil.

Para o final de 2027, o preço-alvo subiu de R$ 32 para R$ 36, refletindo uma redução de 100 pontos-base no custo de capital próprio, para 9% em termos reais.

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Na visão dos analistas, as empresas ligadas ao mercado de capitais continuam sendo as melhores posicionadas para um cenário de juros menores e recuperação gradual da atividade financeira

De acordo com o banco, cerca de 80% do lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) é derivada de margens fixas até 2029. Depois de 2031, ainda, apenas 20% das margens fixas decorreriam de contratos inflexíveis.

Os analistas também acreditam que a Eneva está muito bem posicionada para aproveitar as oportunidades de crescimento no setor de gás do Brasil. Tanto no médio quanto no longo prazo, a companhia tem ao menos três vantagens em relação aos seus pares.

Sendo elas a infraestrutura de gás disponível, as reservas de gás superiores a 45 bilhões de metros cúbicos e os retornos do fluxo de caixa livre (FCF yield, na sigla em inglês) superiores a 10% em 2029 e 2031.

As novas estimativas incorporam cerca de R$ 2 bilhões em valor presente líquido (VPL), provenientes de operações recentes de fusões e aquisições.

Segundo o JP Morgan, os principais catalisadores da Eneva devem continuar sendo os leilões de capacidade de novos projetos de geração. Mas, para além deles, a companhia conta com algumas oportunidades que poderiam acrescentar mais de 35% ao VPL.

A análise considera desde possíveis novos projetos, como os contratos de 790 MW da EPP, até diferentes premissas de investimentos e de despacho das usinas.

Atualmente, os contratos de 790 MW aguardam uma decisão regulatória definitiva. Em análise de sensibilidade, o JP estima que a progressão desse contrato possa gerar um potencial de VPL de R$ 3,6 bilhões, considerando um investimento de capital de US$ 1,5 milhão por MW de capacidade instalada.

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