O ambulatório integra a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e está sob gestão do Instituto de Responsabilidade Social Sírio-Libanês . O projeto atende pessoas que receberam diagnóstico de diferentes tipos de câncer.
Além do acolhimento emocional, os participantes recebem orientações sobre as próximas etapas do atendimento. Dessa forma, a equipe busca reduzir inseguranças e oferecer um espaço de escuta e troca de experiências.
Apoio psicológico a pacientes com câncer inclui encontros quinzenais
O Projeto Acolher reúne pacientes a cada 15 dias, com acompanhamento de uma equipe multiprofissional. Os encontros contam com psicóloga, profissional de serviço social e enfermeiro.
Para garantir maior conforto durante as conversas, a unidade organiza grupos separados para homens e mulheres. A medida permite abordar questões mais íntimas, especialmente entre pacientes com câncer de mama.
Segundo Dyane Jaqueline Cardoso , coordenadora assistencial do AME Dona Maria Lopes, o diagnóstico pode afetar diferentes aspectos da vida das mulheres.
“O período após o diagnóstico de câncer de mama é desafiador para muitas mulheres. Além do medo e da insegurança em relação ao tratamento, existe a preocupação com as possíveis mudanças no corpo e o impacto que elas podem ter na autoestima e na forma como essa mulher se percebe. Por isso, é importante que ela tenha espaço para falar sobre esses sentimentos e receba apoio para enfrentar essa nova etapa de maneira mais segura”, afirma.
Projeto surgiu para acolher pacientes durante a espera pelo tratamento
A equipe do AME identificou a necessidade de oferecer suporte emocional durante o período entre o diagnóstico e o tratamento.
Pela Lei nº 12.732/2012, pacientes com câncer têm direito ao primeiro tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em até 60 dias após a confirmação do diagnóstico em laudo patológico. O prazo pode ser menor, conforme a necessidade médica.
No entanto, durante esse intervalo, muitos pacientes enfrentam dúvidas sobre os procedimentos e os próximos passos. Por isso, o Projeto Acolher busca tornar essa etapa menos angustiante.
“O pós-diagnóstico é um momento de medo, ansiedade e muitas incertezas. Por isso, entendemos que cuidar do paciente não é apenas realizar exames, seguir protocolos ou chegar a um diagnóstico. É olhar para a pessoa em sua totalidade, para suas emoções, seus medos, sua história e suas necessidades reais. O acolhimento também faz parte do cuidado”, destaca Dyane.
Troca de experiências ajuda pacientes a enfrentar o diagnóstico
Outro desafio percebido pelos profissionais envolve a dificuldade de compartilhar a descoberta da doença com familiares.
Em alguns casos, o medo e a insegurança levam pacientes a enfrentar sozinhos os primeiros momentos após o diagnóstico. Essa situação pode aumentar a sensação de isolamento.
Durante os encontros, os participantes podem conversar com profissionais de saúde e pessoas que vivem experiências semelhantes. Assim, encontram oportunidades para expressar sentimentos, esclarecer dúvidas e compartilhar preocupações.
A iniciativa também reforça a importância de considerar a saúde emocional durante o atendimento oncológico.
Neste Outubro Rosa, o projeto chama atenção para um cuidado que vai além dos exames e procedimentos médicos . O acolhimento psicológico ajuda a oferecer suporte ao paciente desde os primeiros passos após a descoberta da doença.
A importância desse acompanhamento também aparece em outras iniciativas de saúde. Saiba mais sobre o diagnóstico precoce do câncer de mama e o suporte emocional às pacientes em Jundiaí .

