O plano foi anunciado nesta quarta-feira (14) pelo líder do partido na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), horas antes da votação da PEC que reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, garante dois dias de descanso remunerado e mantém os salários.

“Queremos redução da jornada de trabalho e liberdade para o trabalhador. Como o governo só quer fazer demagogia eleitoral, votamos o fim da jornada 6×1 e ano que vem aprovamos o pagamento por hora trabalhada”, afirmou Sóstenes, segundo a Folha de S.Paulo.

A declaração ocorre um dia depois de Flávio anunciar que votaria a favor da PEC defendida pelo governo Lula, apesar das críticas que vinha fazendo à proposta. O senador classificava a discussão como eleitoreira e alertava para os custos adicionais às empresas.

Após apoiar fim da escala 6×1, Flávio admite rever regras se for eleito, diz jornal

Candidato sinalizou a empresários que poderá discutir ajustes na redução da jornada caso medida afete empregos e custos das empresas

Lula e Flávio confirmam debate na Band; confronto pode mudar dinâmica do 2º turno

Primeiro encontro entre os candidatos ocorre a uma semana da eleição, após campanhas evitarem confrontos diretos no primeiro turno

O que prevê a alternativa do PL?

O partido defende uma PEC apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio e ex-relator da reforma trabalhista.

O texto permite que trabalhadores optem entre a contratação pelas regras tradicionais da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e um regime flexível, com remuneração calculada conforme o número de horas trabalhadas.

Nesse modelo, seria possível negociar jornadas com dois dias de folga, mas sem pagamento pelos dias não trabalhados. A proposta também admite diferentes distribuições da carga horária semanal, inclusive com apenas uma folga.

A principal diferença em relação à PEC apoiada por Lula está na remuneração. O texto em votação no Senado assegura a redução da jornada sem corte salarial, enquanto a alternativa de Marinho permite pagamentos proporcionais ao tempo de serviço.

A posição do PL também acompanha discussões de Flávio com representantes empresariais. Segundo a Folha , o candidato sinalizou a interlocutores do setor produtivo que poderá propor ajustes nas regras da jornada caso vença a eleição e sejam identificados impactos sobre o emprego e a atividade econômica.

A PEC que acaba com a escala 6×1 está prevista para ser votada nesta quarta-feira (14) no plenário do Senado. O governo tenta acelerar a tramitação para concluir os dois turnos de votação no mesmo dia.

O texto estabelece a redução gradual da jornada semanal para 40 horas, com dois dias de descanso remunerado e manutenção dos salários.

The post PL apoiará fim da escala 6×1, mas quer aprovar pagamento por hora em 2027 appeared first on InfoMoney .