A licença permitirá avançar com a implantação do terminal, que terá capacidade inicial de movimentação inferior a 15 milhões de toneladas de minério de ferro por ano. Segundo a empresa, a construção deverá durar 3 anos e incluir obras civis, dragagem, instalação de equipamentos portuários e montagem eletromecânica.
A Cedro venceu, em dezembro de 2024, o leilão federal da área ITG02 e firmou contrato de arrendamento por 35 anos, renovável por igual período. O terminal ocupará aproximadamente 250 mil m² entre as instalações da Vale e da Companhia Siderúrgica Nacional, em Itaguaí.
“Este projeto é fruto da nossa visão para os próximos anos nos setores portuário e mineral no Brasil. Temos metas de ampliar a produção de minério, e o terminal é vital para o nosso plano de crescimento até o início da próxima década, ao conferir à Cedro independência para a exportação do minério de ferro” , afirma José Carlos Martins, presidente do Conselho de Administração da Cedro Participações.
O projeto estabelece conexão à malha ferroviária da MRS Logística, que liga o Quadrilátero Ferrífero, em Minas Gerais, ao litoral fluminense. A estrutura terá pátio de estocagem e berço de atracação para navios. A companhia afirma que o terminal será dimensionado para atender à própria produção, mas também estará disponível para outras mineradoras.
Na operação, a empresa estima empregar 256 pessoas diretamente e projeta arrecadação de R$ 1,2 bilhão em tributos municipais.

