# Após diagnóstico de autismo do filho, advogada cria negócio para adaptar rotina: 'Precisei me reinventar', diz

- Seção: Brasil
- Fonte: G1 (https://g1.globo.com/pi/piaui/noticia/2026/10/14/diagnostico-de-autismo.ghtml)
- Publicado em: 2026-10-14T23:03:41.000Z
- URL: https://www.itatiba1.com.br/noticia/1183458-apos-diagnostico-de-autismo-do-filho-advogada-cria-negocio-para-adaptar-rotina

> Maternidade e carreira: 59,1% relatam mudanças na vida profissional após os filhos

Após diagnóstico de autismo do filho, advogada criou negócio para adaptar rotina: 'Precisei me reinventar', diz

Conciliar a maternidade com a vida profissional se tornou um desafio para a advogada e empreendedora Alicianni Moraes após o filho, João, receber o diagnóstico de autismo aos 2 anos. A rotina de terapias, consultas e cuidados diários exigiu mais tempo e dedicação, o que dificultou a permanência no antigo emprego.

Em entrevista à TV Clube, ela relatou que precisou buscar uma nova forma de trabalho para acompanhar o desenvolvimento da criança.

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"Você tem que acompanhar de perto tudo o que está acontecendo na vida dele. E quando você vai para a terapia, precisa estender, estimulando também em casa, para que ele possa desenvolver melhor. E aí eu já não conseguia mais preencher aquela carga horária profissional de trabalho. Então, eu precisei me reinventar," contou.

Atualmente, concilia a produção de doces com os cuidados com o filho, adaptando a rotina profissional aos compromissos da criança.

"Eu em casa, adorava cozinhar, fazer bolos, pudins, então isso aqui já é uma terapia para mim. Então busquei algo dentro dos meus limites, dentro da agenda do João, conciliar com a minha agenda profissional", disse.

A realidade também é conhecida pela empresária Deyse Medeiros, mãe de uma criança com TEA. Ela afirma que as demandas de acompanhamento terapêutico dificultavam a permanência em um emprego formal e a levaram a investir no próprio negócio.

À direita, Alicianni Moraes; à esquerda, Deyse Medeiros

A maternidade costuma mudar a rotina, as prioridades e os planos profissionais de muitas mulheres. Uma pesquisa da consultoria de recrutamento Fesa Group, realizada entre janeiro e fevereiro deste ano, apontou que 59,1% das executivas que são mães relataram impactos negativos na carreira após terem filhos.

Segundo a advogada Bárbara Santana, a legislação brasileira garante uma série de direitos às mulheres durante a gestação e após o nascimento dos filhos.

"Após voltar ao trabalho, ela não pode ser demitida sem justa causa, ela tem alguns direitos para poder fazer a amamentação da criança, ela tem direito a mais intervalos, ela tem direito a consultas antes de ter o bebê sem ter nenhum prejuízo de redução salarial, então sim, a gestante tem essa proteção para não sofrer injustiças, discriminações ou até mesmo demissões."

Conhecer os direitos é fundamental para quem está passando por esse período. Se a trabalhadora suspeitar de discriminação ou prejuízo durante a gravidez ou a maternidade, a orientação é reunir documentos que comprovem a situação e buscar orientação jurídica.

"Se realmente for detectado que existe algum tipo de discriminação a trabalhadoras, geralmente as empresas sofrem multas, penalidades pecuniárias e dependendo da gravidade podem ser fechadas," explica a advogada.

*Juliana Cristina, estagiária sob supervisão de Carlienne Carpaso.

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Reportagem completa: https://g1.globo.com/pi/piaui/noticia/2026/10/14/diagnostico-de-autismo.ghtml

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