As classes D e E registraram as maiores quedas, de 0,14% e 0,07%, respectivamente. Já as classes A e B apontaram estabilidade de 0,01%.
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O fenômeno é explicado em razão do barateamento da energia elétrica e dos combustíveis, que costumam pesar bastante o orçamento das faixas de menor renda. A conta de luz recuou 7,42%, enquanto o etanol caiu 4,6% e a gasolina, 1,2%. A redução nos preços dos alimentos também contribuiu para aliviar o orçamento das famílias.
Apesar do recuo mensal, o custo de vida das classes D e E acumula alta de 5,39% e 5,31% em 12 meses, acima dos índices das classes A (4,41%) e B (4,18%). A FecomercioSP alerta que parte do alívio na conta de energia elétrica decorre de um bônus temporário da Itaipu e pode se reverter nos próximos meses.
O CVCS, formado pelo IPS (Índice de Preços de Serviços) e pelo IPV (Índice de Preços do Varejo), utiliza informações da POF (Pesquisa de Orçamentos Familiares) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e contempla as cinco faixas de renda familiar (A, B, C, D e E) para avaliar os pesos e os efeitos da alta de preços na região metropolitana de São Paulo em 247 itens de consumo

