Aviso: esta reportagem contém relato de supostos crimes sexuais e má conduta
O julgamento de Russell Brand chega ao segundo dia nesta quinta-feira (15), em Londres, com o relato da primeira denunciante do caso. A mulher afirma ter sido estuprada pelo ator em um quarto de hotel, em 1999, após ele pedir que ela tirasse fotos dele seminu.
Segundo a Sky News, o júri, composto por oito homens e quatro mulheres, assistiu a um vídeo do depoimento da mulher. Ela alega que Brand a estuprou em seu quarto de hotel durante a conferência do Partido Trabalhista em 1999. "Eu duvidei se era estupro porque parecia tão normal", disse ela no vídeo. "Desculpe... ele basicamente me estuprou — eu sei que isso aconteceu."
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No vídeo do depoimento à polícia, a mulher disse que conheceu Brand e que foi "cavalheiro" a princípio. "Não senti que ele estivesse dando em cima de mim". Ela chegou a presumir que Brand fosse gay e o convidou para ir ao quarto do hotel porque achava que o ator estivesse interessado em uma causa sobre a qual ela vinha conversando com ele.
No quarto, ele conta que foi ao banheiro e, ao voltar, encontrou Brand seminu, andando pelo quarto de forma brincalhona. Segundo seu relato, ele a obrigou a tirar fotos dele, momento em que ela começou a sentir medo. Em seguida, Brand teria a empurrado na cama e tirado suas roupas. Ela afirmou que tentou afastá-lo, mas não conseguiu e, então, ficou como se estivesse “fora de si”. “Mas sei que disse não”, declarou à polícia.
Depois, segundo a mulher, o ator agiu como se nada tivesse acontecido. Ela relatou ainda que chorou, trancou a porta e colocou uma cadeira diante dela, com medo de que Brand voltasse. A mulher também contou que passou horas se lavando, sentindo-se “suja” e culpando a si mesma pelo ocorrido, e que posteriormente teve pesadelos relacionados à possibilidade de estar grávida.

