O Hospital Areolino de Abreu informou que não encontrou registros de agressão no histórico clínico de José Ribamar Dutra de Lima, que morreu na quarta-feira (14), após ficar 22 dias internado no Hospital de Urgência de Teresina (HUT). A família, no entanto, afirma que ele foi agredido enquanto recebia tratamento na unidade psiquiátrica.
Segundo nota do hospital psiquiátrico, a suspeita clínica é que José Ribamar tenha sofrido uma crise convulsiva seguida de uma queda. O episódio teria provocado hematomas no rosto e uma possível broncoaspiração.
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A unidade informou ainda que o paciente recebeu atendimento imediato da equipe de saúde após o ocorrido. O hospital também afirmou que as circunstâncias da morte continuam sendo investigadas. (Confira a nota completa ao final da reportagem.)
Família relata ocorrido
Segundo a irmã dele, Maria do Amparo Dutra de Lima Pereira, José de Ribamar foi internado no Areolino de Abreu no dia 14 de setembro.
Nove dias depois, a mulher disse ter recebido uma ligação da assistente social da unidade informando que o paciente havia passado mal e seria levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Satélite.
Ao chegar ao hospital, a mulher relatou que encontrou o irmão com ferimentos na face, no tórax e em outras partes do corpo. Ela contou ainda que o ele apresentava dificuldade para caminhar.
Maria relatou ainda ter questionado funcionários do Hospital Areolino de Abreu, sobre o que havia acontecido. Segundo ela, foi informada de que José de Ribamar teria se envolvido em uma briga no pavilhão onde estava internado.
Após ser encontrado ferido, o paciente foi encaminhado à UPA do Satélite e depois transferido para o HUT. José de Ribamar permaneceu internado por 22 dias e morreu na quarta-feira (14).
De acordo com a irmã, durante a internação o paciente não apresentou melhora no quadro de saúde. Ela afirmou que ele perdeu a capacidade de falar e apresentou comprometimento da função renal.
A família registrou boletim de ocorrência e pede esclarecimentos sobre as circunstâncias que resultaram nos ferimentos.
Segundo Maria do Amparo, desde a transferência do paciente para o HUT, o Hospital Areolino de Abreu não procurou os familiares para obter informações sobre o estado de saúde dele.
"Eu quero justiça. Meu irmão entrou andando no hospital e saiu bastante machucado", relatou a irmã.
Advogado da família fala sobre possível erro na separação das alas de pacientes
O advogado da família da vítima, Italo Cavalcanti Souza, disse à TV Clube que a vítima estava internada em uma ala considerada mais tranquila do hospital psiquiátrico. Segundo ele, testemunhas informaram que Ribamar teria sido agredido durante uma atividade de lazer após a integração de pacientes de diferentes pavilhões.
"Quando soubemos da piora no quadro, fomos aprofundar mais o caso para saber o que realmente teria acontecido. O que nos foi relatado é que possivelmente teria sido após mesclarem pessoas de pavilhões diferentes. Como o hospital é psiquiátrico e a gente sabe que existem alguns distúrbios que induzem violência nas pessoas, essas pessoas acabam sendo separadas. O seu José de Ribamar estava em uma ala de pessoas mais pacíficas, e nesse momento de lazer onde mesclaram as pessoas de outras alas, uma outra pessoa partiu para cima dele com socos muito violentos", disse o advogado.
Hospital Psiquiátrico Areolino de Abreu, na Zona Norte de Teresina
Governo do Piauí
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