“Os elementos colhidos revelariam a existência de sofisticada organização criminosa responsável pela movimentação de valores superiores a R$ 7,6 bilhões, mediante utilização de extensa rede empresarial, especialmente no setor de combustíveis, além de manter relações com agentes públicos responsáveis por garantir proteção institucional às atividades ilícitas” , indica a PF.
Nas investigações, a corporação descreve a organização como uma “estrutura estável e permanente, com divisão funcional de tarefas, composta por núcleos político, econômico-financeiro, operacional e institucional” .
Segundo a PF, o objetivo do esquema era a obtenção de vantagens ilícitas por meio da exploração econômica de postos de combustíveis, lavagem de dinheiro, direcionamento de contratos públicos e cooptação de agentes públicos .
A operação resultou no cumprimento de outros 5 mandados de prisão preventiva e 16 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, em Niterói, Angra dos Reis, Petrópolis, Búzios, Nova Iguaçu e São Gonçalo.
Moraes determinou o sequestro de bens e valores, além da suspensão das atividades econômicas de 112 empresas ligadas à rede de lavagem de dinheiro. Desse total, 96 são postos de combustíveis suspeitos de serem usados para camuflar e legalizar os recursos de origem criminosa.
Sobre Canella, a PF indica que o ex-prefeito de Belford Roxo exercia “função estratégica de articulação política” no esquema e era “ beneficiário de valores distribuídos pelo grupo”.
Canella recebeu 197.178 votos e foi o 2º mais votado para a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro.
O Poder360 procurou a defesa de Canella por meio de e-mail para perguntar se gostaria de se manifestar a respeito da operação da PF. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.

