# Grupo de chefe do PCC usava carretas de minério para transportar drogas da Bolívia para o Brasil

- Seção: Brasil
- Fonte: G1 (https://g1.globo.com/ms/mato-grosso-do-sul/noticia/2026/10/15/grupo-usava-caminhoes-de-minerio-para-transportar-drogas-da-bolivia-e-pagava-funcionarios-para-evitar-fiscalizacao.ghtml)
- Publicado em: 2026-10-15T14:20:53.000Z
- URL: https://www.itatiba1.com.br/noticia/1193219-grupo-de-chefe-do-pcc-usava-carretas-de-minerio-para-transportar-drogas-da

> Vigilante da PF em MS é preso suspeito de ajudar grupo criminoso do padrasto

Caminhões carregados com minério de ferro eram usados por uma organização criminosa para transportar drogas da Bolívia para o Brasil. Para facilitar o esquema, o grupo pagava funcionários de mineradoras para permitir o carregamento dos veículos sem fiscalização, segundo as investigações.

Entre os alvos da Operação Capolinea, deflagrada nesta quinta-feira (15), estão Gerson Palermo, apontado como um dos chefes do Primeiro Comando da Capital (PCC), Aguinaldo Chaleira e um vigilante que trabalhava na Delegacia da Polícia Federal em Corumbá (MS). O vigilante é enteado de um dos chefes da organização e é suspeito de repassar informações internas da unidade aos criminosos.

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A operação busca desarticular o grupo, que trazia entorpecentes pela fronteira entre Corumbá e Puerto Quijarro, na Bolívia, e distribuía as drogas para Mato Grosso do Sul, São Paulo, Goiás e Minas Gerais.

Chefe do PCC solto por desembargador e outros dois são presos em operação contra tráfico internacional

Vigilante da PF é preso suspeito de ajudar organização criminosa chefiada pelo padrasto em MS

Cerca de 100 policiais participam da ação. A Justiça autorizou o cumprimento de 20 mandados de busca e apreensão, 14 de prisão preventiva e sete de prisão temporária, além do bloqueio e sequestro de bens avaliados em R$ 24 milhões.

Funcionários recebiam dinheiro para facilitar o transporte

Grupo usava caminhões de minério para levar drogas da Bolívia a MS

Fabiano do Valle/TV Morena

De acordo com a investigação, os criminosos aproveitavam o grande fluxo de caminhões que transportam minério de ferro na região de Corumbá para movimentar as drogas.

O grupo aliciava funcionários de mineradoras, incluindo supervisores e operadores de balança. Eles receberiam pagamentos por transferências via Pix para permitir que os caminhões fossem carregados sem passar pela fiscalização.

Além de aproveitar as cargas de minério, os investigados escondiam entorpecentes em pneus e tanques de combustível de caminhões. Cargas de grãos também eram usadas para ocultar as drogas.

A estratégia permitia transportar os entorpecentes em meio à movimentação habitual de mercadorias, dificultando a identificação das cargas usadas pelo grupo.

Gerson Palermo e vigilante da PF estão entre os alvos

Gerson Palermo, apontado como um dos chefes do Primeiro Comando da Capital (PCC), está entre os alvos da operação. Ele ficou cerca de seis anos foragido após ser solto por uma decisão judicial e foi capturado na Bolívia em maio deste ano, quando voltou a ser preso. Nesta quinta-feira (15), um novo mandado de prisão foi cumprido contra ele.

Outro alvo é Aguinaldo Chaleira, também identificado como traficante. As informações divulgadas sobre a operação apontam ainda para a participação de um vigilante da Delegacia da Polícia Federal em Corumbá, enteado de um dos chefes da organização criminosa.

Segundo a investigação, o vigilante repassava informações sobre a rotina da delegacia, a movimentação de equipes policiais e a situação dos presos. Ele também teria enviado fotos de apreensões e documentos produzidos dentro da unidade.

Além disso, é suspeito de guardar drogas em casa e transportar entorpecentes entre a Bolívia e o Brasil, inclusive na carga apreendida em Três Lagoas (MS), em agosto de 2025.

Carga com cocaína e maconha foi apreendida em Três Lagoas

Vigilante da PF é suspeito de enviar fotos de apreensões a grupo que trazia drogas da Bolívia

Polícia Civil de MS

Em agosto de 2025, policiais apreenderam 35 quilos de cocaína e 12,5 quilos de maconha escondidos dentro de um pneu, em Três Lagoas.

A apreensão faz parte das evidências reunidas na investigação, que aponta que o grupo teria negociado cerca de 24 toneladas de drogas no período analisado.

O caso começou a ser investigado após a análise de um celular apreendido com um dos principais operadores da organização, que estava escondido na Bolívia. As informações encontradas no aparelho ajudaram os policiais a identificar integrantes e a estrutura do grupo.

A Justiça Federal de Corumbá também autorizou a inclusão de três investigados que vivem no exterior na lista de Difusão Vermelha da Interpol, mecanismo usado para auxiliar na localização de pessoas procuradas internacionalmente.

Os investigados poderão responder por tráfico internacional de drogas e organização criminosa.

O nome da operação, Capolinea, vem do italiano e significa “fim da linha”. Segundo a FICCO/MS, a expressão faz referência ao encerramento das atividades criminosas atribuídas ao principal investigado e ao fim da rota de fretes de minério de ferro que teria sido usada pelo grupo.

Reportagem completa: https://g1.globo.com/ms/mato-grosso-do-sul/noticia/2026/10/15/grupo-usava-caminhoes-de-minerio-para-transportar-drogas-da-bolivia-e-pagava-funcionarios-para-evitar-fiscalizacao.ghtml

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