“Hoje expedi o Decreto 1525 de 2026 para fortalecer as garantias de quem se manifesta pacificamente e assegurar que as autoridades atuem, dentro do marco da lei, diante de quem pretende semear o caso”, escreveu Espriella no X. O ministro do Interior, Rodrigo Lara, definiu a medida como “garantista e democrática”.
Na prática, o decreto reverte uma norma anterior que dava prioridade ao diálogo e à mediação antes de qualquer ação das forças policiais. Agora, o decreto lista as situações que autorizam a intervenção, a exemplo de vandalismo, porte de armas e uso de artefatos incendiários. O texto mantém a ideia de que o bloqueio de vias, por si só, não torna violenta uma manifestação.
A normativa ganha fôlego logos após a oposição ao governo De la Espriella levar às ruas a primeira jornada nacional de manifestações. Os atos foram convocados por partidos de esquerda e sindicatos.
Em Bogotá, Gustavo Petro, antecessor do novo mandatário e o primeiro presidente de esquerda da história do país, percorreu a multidão reunida na praça de Bolívar, diante do Congresso.
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Já na manhã desta quinta-feira (15), milhares de manifestantes ignoraram o novo protocolo do governo e se manifestaram em cidades como Bogotá, Medellín, Cali, Barranquilla e outras.
Entre as pautas dos manifestantes, estão as demandas por melhorias nas condições de trabalho e educação, além da defesa de direitos sociais no país. Além disso, a oposição tem protestado contra a decisão de Espriella de retomar as relações diplomáticas com Israel, além de denunciar a interferência dos Estados Unidos na Colômbia.
Logo após assumir, De la Espriella celebrou um acordo de cooperação militar com Washington. Pelo documento, os EUA se comprometeram a fornecer US$ 1 bilhão em assistência de segurança ao novo governo. O acordo também prevê um reforço no controle migratório, além de sistemas de identificação biométrica, segurança de fronteiras e redes criminosas transnacionais.
A pauta de segurança tem sido cara ao governo colombiano , em semelhança às propostas de campanha, no Brasil, do candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro.
Logo após o primeiro turno das eleições, Flávio participou de uma live com o presidente colombiano. Nela, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) prometeu incluir o Brasil no Escudo das Américas , coalizão criada pelo governo Donald Trump contra o narcotráfico.
O candidato também convidou De la Espriella para uma eventual posse em janeiro de 2027. Ao declarar o apoio à candidatura de Flávio, a autoridade colombiana foi às redes sociais e pontuou que “a verdadeira mudança” seria, no seu entendimento, “derrotar a esquerda” no Brasil.
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