É a terra do Albariño, um vinho branco que conquistou o mundo pelo frescor, pelos aromas exuberantes e pela afinidade com a cozinha do mar.
Clima e território
A região é chuvosa e temperada, muito diferente da Espanha seca e ensolarada do centro-sul. Para evitar o excesso de umidade e o apodrecimento dos cachos, os viticultores tradicionalmente conduzem as videiras em parras (ou pérgolas), em estruturas altas que mantêm as uvas longe do solo para favorecer a circulação do ar.
Os solos são, em geral, graníticos e arenosos, pobres e bem drenados, o que contribui para a mineralidade e a acidez vibrante dos vinhos. As propriedades são extremamente fragmentadas: muitos pequenos viticultores cultivam parcelas minúsculas.
Albariño é a uva estrela
As uvas brancas Loureiro e Godello são importantes na região de Rías Baixas, enquanto a Mencía é destaque entre as variedades tintas. Porém, a protagonista absoluta, e responsável pela maior parte da produção, é a Albariño.
Seus vinhos apresentam aromas de pêssego, damasco, limão, flores brancas e, muitas vezes, um toque de ervas e sal marinho. Na boca, destacam-se a acidez refrescante e a textura untuosa, com final persistente.
A Albariño é muito cultivada também no norte de Portugal, sobretudo na região de Vinhos Verdes, onde é conhecida como Alvarinho. Apesar da proximidade, os estilos dos dois países são diferentes.
Após a vinificação, muitos produtores optam por um período de estágio em tanques de aço inox para preservar a pureza do fruto e a acidez. Em outros casos, o vinho fermenta ou amadurece em barricas de carvalho, podendo passar também um tempo sur lie, uma técnica que acrescenta complexidade à bebida.
Albariño à mesa
A combinação clássica é com frutos do mar: ostras, mexilhões, vieiras, camarões, lagosta e o famoso polvo à galega. O vinho também acompanha peixes grelhados, ceviches, sushi e queijos frescos. Sua acidez corta a gordura e realça a delicadeza dos sabores marinhos. O ideal é servir geladinho, entre 8 °C e 10 °C.
Chan de Rosas
Uma das linhas de Albariño de alta qualidade e melhor custo-benefício produzidas na Rías Baixas é a Chan de Rosas, do renomado enólogo Oscar Montaña. As uvas são cultivadas no Vale del Salnés, berço e coração da produção do vinho Albariño na Galícia.
É a sub-região mais antiga, fria e representativa da Denominação de Origem (D.O.) Rías Baixas, e concentra mais de 60% da produção de uva de toda a região.
Conheça as duas versões de Chan de Rosas que estão disponíveis no Brasil.
Chan de Rosas Albariño Clásico D.O. Rías Baixas
Chan de Rosas Albariño Clásico D.O. Rías Baixas.
Porto a Porto/Divulgação.
Esse vinho branco apresenta aromas frutados e florais. Em boca, é complexo e com deliciosa untuosidade. Excelente sozinho ou para acompanhar pratos à base de frutos do mar.
Chan de Rosas Albariño Cuvée Especial D.O. Rías Baixas
Chan de Rosas Albariño Cuvée Especial D.O. Rías Baixas.
Porto a Porto/Divulgação.
Essa versão amadureceu em barris de carvalho francês por 6 meses, período em que todo o vinho passa por bâtonnage semanal, técnica em que a bebida fica em contato com as borras que são mexidas periodicamente para dar mais corpo e sabor.
Apresenta complexos aromas de frutas e flores brancas, com notas cítricas e de maçã. Em boca, destacam-se a mineralidade, o frescor, a untuosidade e a persistência.
Excelente sozinho, também acompanha aperitivos e queijos moles.
BEBA MENOS, BEBA MELHOR.

