Quem passava pelo portão da Escola Municipal de Ensino Fundamental em Tempo Integral (EMEFTI) Paulo Freire, em Inhaguetá, em Vitória, já estava acostumado com o acolhimento de Sayonara dos Santos. Em 2024, era ela quem recebia os alunos e garantia a segurança de todos na portaria. Dois anos depois, ela voltou à mesma escola, mas em outra função: a de professora.

No Dia do Professor, nesta quinta-feira (15), Sayonara conta que a mudança de cargo representa a realização de um sonho antigo.

Formada em Pedagogia desde 2019, Sayonara passou anos conciliando trabalho, estudos e maternidade até conseguir atuar na área em que se formou.

Entre o trabalho, a família e os estudos

Antes de ser pedagoga, Sayonara concluiu um curso técnico de Enfermagem. A rotina para conciliar a formação acadêmica com o trabalho e a criação de dois filhos exigia esforço e organização.

A oportunidade de trabalhar como porteira permitiu com que também cumprisse as atividades exigidas durante a faculdade.

Sayonara dos Santos era ex-porteira onde agora é professora em Vitória

“Eu trabalhava na escala 12 por 36. Pagava o meu estágio no dia sim, e no dia não. No outro dia, eu estava na portaria”, relembra.

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Depois de concluir a graduação, ela se inscreveu no processo seletivo da Prefeitura de Vitória para atuar como professora.

Aprovada, pôde escolher a unidade de ensino onde trabalharia. A decisão foi voltar à EMEFTI Paulo Freire, escola onde já havia trabalhado e construído vínculos com a comunidade escolar.

Do outro lado da sala de aula

Este é o primeiro ano de Sayonara como professora. À frente das aulas de informática, ela vive a experiência de assumir uma nova função na escola e acompanha de perto o desenvolvimento dos estudantes.

Para ela, ensinar vai além de transmitir conhecimentos. O trabalho também envolve incentivar as crianças a acreditarem na própria capacidade e a construírem seus caminhos por meio da educação.

“Ser professora para mim vai além do sonho. A gente constrói junto com o menino ali a sua vivência, as suas experiências. O principal é não deixar nada abalar a criança, mostrando que ela é capaz, que tudo ela pode, bastando sonhar. Se ele sonha, pode acreditar que vai acontecer. Eu sonhei, acreditei e aconteceu”, afirma.

Sayonara dos Santos era ex-porteira onde agora é professora em Vitória

*Texto adaptado por Patrick Mizrahi, aluno do 29º Curso de Residência em Jornalismo. Este conteúdo teve orientação e edição de Juirana Nobres.

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