Os alvos seriam instalações nucleares e a infraestrutura energética do país. Os ataques poderiam ocorrer caso o presidente Donald Trump ordene a retomada das operações militares.

O uso da maior bomba não nuclear do arsenal americano representaria uma escalada significativa do conflito. Ainda há dúvidas, porém, sobre a eficácia da arma para atingir os objetivos estratégicos de Washington, segundo autoridades ouvidas pela rede de televisão americana.

Maior explosivo do arsenal americano

O apelido do explosivo, “mãe de todas as bombas” (Mother of All Bombs, no inglês original), vem da sigla MOAB. O acrônimo, por sua vez, significa Massive Ordnance Air Blast, ou explosão aérea de munição de grande porte.

A arma pesa cerca de 9,8 toneladas e tem aproximadamente nove metros de comprimento. Sua potência explosiva equivale a cerca de 11 toneladas de TNT. Apesar do poder de destruição, ela não se compara às bombas nucleares usadas pelos Estados Unidos contra Hiroshima e Nagasaki, no Japão, em 1945.

A MOAB foi testada pela primeira vez em março de 2003, na Flórida. A bomba é guiada por GPS e foi projetada para ser lançada de aeronaves militares de transporte, como o MC-130, com auxílio de um paraquedas.

Desenvolvida por Albert L. Weimorts Jr., do Laboratório de Pesquisa da Força Aérea americana, a arma foi projetada para atingir alvos em uma grande área com uma onda de choque intensa.

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Guerra em suspensão

Os Estados Unidos decidiram suspender os ataques contra alvos iranianos até o fim das eleições legislativas de meio de mandato — as midterms, marcadas para 3 de novembro.

Em uma publicação no começo de outubro, o presidente do país, Donald Trump, descartou novos ataques contra o país persa até o final do mês e disse que Washington e Teerã estão tendo “discussões produtivas”.

“Quero deixar claro para todos que, embora o Irã esteja em péssimas condições, tanto econômica quanto militarmente, e embora o bloqueio permaneça em pleno vigor e efeito, (...) não atacaremos o Irã em nenhum momento antes das eleições de meio de mandato que serão realizadas nos Estados Unidos”.

Depois da publicação do presidente, o Tesouro dos EUA anunciou novas sanções contra o Irã, visando dezenas de pessoas, entidades e embarcações.

Apesar da suspensão dos ataques, não há nenhum acordo de trégua vigente entre os países.