“Para o povão, eles dizem que não tem nada disso, que não vai haver esses cortes, que não vai haver esse tesouraço. Então, alguém está sendo enganado. Costumo dizer que ninguém engana o mercado. O mercado não se engana. Portanto, quem está sendo enganado é o povo pobre e o povo trabalhador” , declarou Wolney, em entrevista ao Poder360 .
Circula que a equipe econômica de Flávio prepara uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) durante a transição do novo governo para cortar até R$ 250 bilhões do Orçamento. Entretanto, os próprios integrantes avaliam que será difícil conseguir a aprovação de uma proposta para cortar gastos públicos antes da posse, caso o senador vença o 2º turno em 25 de outubro.
Wolney avalia que o foco do “tesouraço” serão os programas sociais. Ele também faz críticas à declaração de Daniella Marques, coordenadora do programa econômico de Flávio, com elogios ao modelo econômico implantado pelo presidente argentino, Javier Milei (La Libertad Avanza, direita).
“Ela que organiza a equipe econômica deles e fala que o exemplo de Milei é um bom exemplo para o Brasil. Então, Milei fez esses cortes lá, inclusive congelou aposentadorias. Congelou o bônus que eles têm para os aposentados, que é uma espécie de bônus para não deixar a aposentadoria dos argentinos ser defasada, também foi congelada. Eles [Argentina] fizeram um pente-fino nas concessões de benefícios também, cessando benefícios em larga escala lá. Esse é o modelo que eles [equipe de Flávio] estão planejando para o Brasil” , disse.
Há críticas do Partido dos Trabalhadores e do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a reformas implantadas por Milei, como mudanças na legislação trabalhista, que permitem ampliar a jornada de trabalho de 8h para 12h.
QUEM É WOLNEY QUEIROZ
Wolney Queiroz Maciel tem 53 anos. Nasceu em Caruaru, no Agreste de Pernambuco. Foi vereador na cidade natal, de 1993 a 1995, e deputado federal por 6 mandatos. Sempre filiado ao PDT.
Foi líder da Oposição na Câmara durante o governo de Jair Bolsonaro. Em fevereiro de 2023, assumiu como secretário-executivo da Previdência Social no governo Lula.
Tornou-se ministro da Previdência Social em maio de 2025. O então ministro, Carlos Lupi, pediu demissão depois de a Polícia Federal revelar um esquema de descontos indevidos em aposentadorias do INSS.

