O jornal britânico The Guardian , a agência Associated Press ( AP ) , o espanhol El País , a Reuters e a emissora alemã Deutsche Welle (DW) relacionaram a aprovação à disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) . Os veículos destacaram a medida como uma vitória política do petista e ressaltaram que o candidato do PL, que havia criticado a proposta anteriormente, votou a favor .

O The Guardian também relacionou a aprovação à tentativa de Lula de recuperar apoio entre trabalhadores de setores como comércio, restaurantes e hotelaria. A reportagem destacou que a mudança pode beneficiar profissionais de menor renda, grupo considerado relevante na disputa eleitoral.

A Reuters destacou as preocupações de representantes empresariais com os custos da mudança e seus possíveis efeitos sobre a competitividade. A agência também citou uma publicação de Lula nas redes sociais em que o presidente comemorou a aprovação e declarou que o fim da escala 6×1 representa “mais tempo para viver, descansar, estar com a família, ver os filhos crescerem, cuidar de si e aproveitar a vida” .

O espanhol El País tratou a aprovação como uma vitória política para Lula, relacionando a medida à disputa eleitoral no Brasil. Já o francês Le Monde , em reportagem da AFP, citou o relator da proposta no Senado, Omar Aziz (PSD-AM) , que classificou a medida como “a maior vitória dos trabalhadores brasileiros desde a Constituição de 1988” .

Fim da escala 6×1

O Senado aprovou a PEC 221/2019 na 4ª feira (14.out.2026), em 2 turnos, com 75 votos favoráveis, 1 contrário e nenhuma abstenção em cada votação. O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), ex-vice-presidente de Jair Bolsonaro (PL), foi o único a votar contra a PEC.

O texto reduz gradualmente a jornada máxima semanal de 44 para 40 horas e estabelece 2 dias de descanso remunerado, sem redução salarial. A jornada passará inicialmente para 42 horas, 2 meses depois da promulgação, antes de chegar a 40 horas. A proposta segue para promulgação pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.

Lula comemorou a aprovação , uma das pautas defendidas pelo governo durante a campanha à reeleição. A votação foi feita 11 dias antes do 2º turno presidencial.