A Microsoft lançou o Microsoft Defender para desktops Linux, disponível em prévia pública, visando desenvolvedores, engenheiros de software e equipes de segurança que usam o sistema em estações de trabalho.

O recurso oferece ferramentas de segurança como antivírus, identificação de atividades maliciosas, identificação de falhas de segurança e inventário de dispositivos monitorados.

A instalação é compatível com distribuições Linux como Ubuntu, Debian, Fedora, Red Hat Enterprise Linux (RHEL), CentOS e CentOS Stream, Amazon Linux, e exige licença específica, como Microsoft Defender for Endpoint Plano 2 ou Microsoft 365 E5 ou E7.

A Microsoft começou a oferecer o Microsoft Defender para computadores com Linux. A novidade está disponível em prévia pública e mira principalmente desenvolvedores, engenheiros de software e equyipes de segurança que usam o sistema em estações de trabalho.

A plataforma de segurança da criadora do Windows deve auxiliar profissionais de TI que podem “interagir com repositórios de código […], ambientes de nuvem e ferramentas internas de desenvolvimento”. Como é voltado ao mercado corporativo, o uso do recurso exige uma licença específica e não deve ser disponibilizado gratuitamente a usuários domésticos do sistema operacional.

A novidade dá sequência a uma expansão que começou em meados de 2019. Seu objetivo é centralizar o sistema de proteção de ambientes corporativos na plataforma. Ela estreou com o ATP para macOS e, em no ano seguinte, lançou versões da plataforma para iOS e Android , além do atual Microsoft Defender para Endpoint no Linux, que serve de base para a nova versão para desktops.

Antivírus e monitoramento da Microsoft para Linux

Defender deve auxiliar contra riscos de invasões, diz Microsoft (imagem: divulgação/Microsoft)

Até agora, empresas que usavam o Defender para monitorar servidores Linux não tinham o mesmo suporte para classificar e gerenciar desktops com o sistema. Isso deixava parte dos dispositivos usados nos processos fora da cobertura oferecida pela ferramenta.

O risco vai além dos arquivos armazenados em cada computador. A Microsoft nota que esses computadores podem ter acesso a ambientes de nuvem, contêineres, repositórios privados e ferramentas de integração e entrega contínua (CI/CD), utilizadas para testar e distribuir programas. Sendo assim, um ataque a uma dessas máquinas pode ser um ponto de partida para tentativas de invasão a outros sistemas.

A versão para desktops utiliza os mesmos recursos de segurança disponíveis na implementação para servidores Linux:

Antivírus, identificação de atividades maliciosas

Identificação de falhas de segurança e inventário dos dispositivos monitorados

Pesquisa de eventos e atividades suspeitas para ajudar as equipes a entender como um incidente ocorreu

Execução de ações remotas, incluindo o isolamento de um dispositivo comprometido

Quais são as distribuições compatíveis?

Distribuições que receberam suporte ao Defender para servidores Linux receberão expansão (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A instalação também utiliza os mesmos pacotes e métodos de implantação da versão para servidores, portanto está disponível para as mesmas distribuições Linux . Inclui, portanto: Ubuntu, Debian, Fedora, Red Hat Enterprise Linux (RHEL), CentOS e CentOS Stream, Amazon Linux e outras.

Para integrar desktops Linux à plataforma, é necessário ter uma destas opções de licenciamento:

Microsoft Defender for Endpoint Plano 2 (P2), em licença autônoma

Microsoft 365 E5

Microsoft 365 E7

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