O médico Rubens Sousa de Oliveira, de 63 anos, teve a prisão em flagrante convertida em preventiva após passar por audiência de custódia nesta quinta-feira (15). Ele foi transferido para a cadeia de Mogi das Cruzes.

Ele foi preso em flagrante nesta quarta-feira (14), suspeito de abusar sexualmente de uma paciente de 32 anos durante um atendimento no Hospital e Maternidade de Suzano (HMS). Segundo a mulher, ele tocou a região íntima dela durante uma consulta de retorno após um diagnóstico de pedra nos rins.

🔎Pela lei, a prisão preventiva pode ser decretada a qualquer momento da investigação e do processo para garantir a ordem pública ou para assegurar a aplicação da lei penal.

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O caso foi registrado como importunação sexual na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Suzano. O médico passará por audiência de custódia nesta quinta-feira (15). De acordo com a Polícia Civil, o advogado de Rubens não esteve na unidade e informou que o representaria na audiência de custódia. O g1 tenta localizar a defesa do médico.

A Prefeitura de Suzano informou que a Controladoria Geral do Município exigiu o desligamento imediato do médico, que é vinculado a uma empresa terceirizada prestadora de serviços (leia mais abaixo).

Rubens Sousa de Oliveira, de 63 anos, foi preso suspeito de abusar sexualmente de uma paciente em Suzano

A paciente contou que procurou atendimento na quarta-feira anterior (7), porque sentia muitas dores, e descobriu que estava com pedra nos rins. Como também havia suspeita de apendicite, ela passou por exames e foi atendida pelo cirurgião.

Segundo a mulher, durante a primeira consulta, o médico passou a mão duas ou três vezes próximo ao seio dela enquanto examinava sua barriga. Ela estava sem sutiã por causa da tomografia e, naquele momento, acreditou que os toques tinham sido acidentais.

Ainda conforme o relato, o médico pediu que ela retornasse ao hospital uma semana depois, às 6h, para que ele solicitasse um ultrassom.

Nesta quarta-feira, uma enfermeira estava na sala no início do atendimento, mas saiu. A paciente disse que o médico pediu que ela se deitasse na maca e examinou sua barriga e a região da pélvis.

De acordo com a mulher, ele pediu que ela se virasse de bruços e fechou completamente a porta. Em seguida, abaixou a calça dela, tocou sua região íntima com movimentos circulares e pediu que ela movimentasse o corpo da mesma forma.

A paciente afirmou que sentiu desconforto e ficou com a região íntima dolorida. Segundo ela, o médico retirou a mão quando a enfermeira voltou à sala e encerrou o atendimento.

Ao sair, a mulher começou a chorar e ligou para a noiva, que a orientou a procurar alguém do hospital. Ela chamou a enfermeira que havia acompanhado parte da consulta, relatou o que aconteceu e perguntou se aquilo fazia parte do atendimento para pedra nos rins.

Segundo a paciente, as enfermeiras disseram que aquela não era uma conduta normal para esse tipo de exame. Elas acionaram a assistência social do hospital e tentaram entrar em contato com a coordenação.

A mulher afirmou que decidiu denunciar o caso, e a Patrulha Maria da Penha, da Guarda Civil Municipal (GCM), foi acionada e conduziu o médico à DDM.

O que diz a prefeitura

Caso aconteceu no no Hospital e Maternidade de Suzano

Wanderley Costa/Prefeitura de Suzano

A Prefeitura de Suzano informou que a Controladoria Geral do Município exigiu o desligamento imediato do médico, que é vinculado a uma empresa terceirizada prestadora de serviços. A administração municipal afirmou que acompanha as providências junto à entidade gestora do hospital e à empresa responsável.

Segundo a prefeitura, o profissional atua na unidade há aproximadamente seis meses e realizou menos de 25 plantões nesse período. A administração municipal disse que, até então, não havia registro de denúncia contra ele.

A prefeitura afirmou que fiscaliza os serviços prestados, exige documentação e verifica o histórico profissional dos médicos que atuam na unidade, conforme os critérios administrativos e contratuais.

Ainda segundo a administração municipal, os próprios profissionais do hospital acionaram a Guarda Civil Municipal (GCM). Agentes da Patrulha Maria da Penha foram à unidade, prenderam o suspeito em flagrante e o levaram à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), onde a autoridade policial confirmou a prisão.

A paciente recebeu assistência da equipe hospitalar, com acompanhamento dos serviços social e psicológico, além de apoio durante o encaminhamento à delegacia, de acordo com a prefeitura.

Em nota, a administração municipal repudiou qualquer forma de violência contra a mulher e afirmou que vai colaborar com a investigação, preservando a identidade, a privacidade e os direitos da paciente.