Um pequeno grupo de araras-canindé (Ara ararauna) foi flagrado na área urbana de Presidente Prudente (SP), na manhã desta quinta-feira (15).

As imagens feitas pelo repórter cinematográfico da TV TEM, Gustavo Luz, registraram o momento em que as araras sobrevoam a Vila Marcondes e até trocam “carícias” entre os possíveis casais. Assista acima.

Segundo o biólogo André Gonçalves Vieira, a presença dos animais na cidade pode estar relacionada à procura de alimentos, abrigo e locais para reprodução. Anteriormente, ainda conforme o biólogo, a espécie era observada na Cidade da Criança.

Araras-canindés são flagradas trocando ‘carícias’ em Presidente Prudente (SP)

Gustavo Luz/TV TEM

Atualmente, as araras-canindé também são avistadas nas regiões dos bairros Terceiro Milênio, Minerva e Parque dos Pinheiros. A espécie também é comum na região de Presidente Epitácio (SP).

De acordo com o biólogo, embora possam ser vistas durante todo o ano, as aves podem apresentar maior movimentação na primavera, período de reprodução e de busca por alimentos.

O especialista André Vieira reforçou que a espécie está classificada como vulnerável (VU) na lista paulista de animais ameaçados de extinção.

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Gustavo Luz/TV TEM

Características do animal

Segundo o Instituto Arara Azul, a arara-canindé é amplamente distribuída pela América do Sul. No Brasil, a ave habita as regiões de Mata Atlântica, Amazônia e Pantanal até o Cerrado.

Com coloração azul no dorso, amarela no ventre, rosto branco e penas faciais pretas, as aves se destacam pelo visual marcante. Elas conseguiram se adaptar ao meio urbano graças à presença de árvores frutíferas na cidade, que servem de alimento, e por encontrarem locais adequados para sua reprodução.

A alimentação é variada, com frutos e sementes, auxiliando na dispersão, além de brotos, flores, néctar e de consumir algumas espécies vegetais. A arara-canindé pode atingir até 86 cm de tamanho e pesar entre 995 gramas e 1,3 kg.

Como as outras araras, a vocalização desta espécie é alta e forte, mas cada uma delas produz sons diferentes, sendo possível distinguir as espécies pelo canto.

Ainda de acordo com o Instituto Arara Azul, o período reprodutivo das araras-canindé vai de julho a dezembro, podendo se estender até fevereiro. Este período é compreendido a partir do momento em que há um ninho ativo até o momento em que o último indivíduo juvenil sai do ninho e voa.

Outra característica da espécie é que a ave utiliza troncos de palmeiras mortas, com pequenas aberturas que encontra, para construir os ninhos, que podem ser utilizados durante anos.

A cópula ocorre, basicamente, entre os períodos de julho a agosto; e a quantidade de ovos na postura varia de dois a quatro, também ocorrendo em agosto. Os filhotes nascem em setembro e os juvenis começam a deixar o ninho em dezembro, conforme o instituto de preservação.

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