A subida no índice de apreensão com o regresso dos Bolsonaro representa um crescimento de três pontos percentuais em relação ao levantamento do início do mês, quando o indicador marcava 40%.
Alta é impulsionada pelo eleitorado jovem
O movimento foi puxado principalmente pela faixa etária de 16 a 24 anos, na qual o receio com a volta do grupo político saltou seis pontos percentuais em dez dias, passando de 39% para 45%. No mesmo segmento jovem, o medo de uma continuidade da gestão petista recuou de 48% para 45%.
No panorama geral da população, 6% responderam não ter medo de nenhum dos dois nomes, 3% afirmaram temer ambos e 5% não souberam ou preferiram não responder.
Os motivos por trás do receio de cada eleitorado
A pesquisa detalhou as razões apresentadas pelos entrevistados para fundamentar seus receios em relação a cada candidatura:
Medo do retorno da família Bolsonaro : A principal justificativa citada é a rejeição direta a Flávio ou aos Bolsonaro (16%), seguida pelo temor de atitudes autoritárias, golpes ou ataques ao STF (11%), pela avaliação de que o governo de Jair Bolsonaro foi ruim (11%) e pelo receio de corte em programas sociais (11%).
Medo de mais um mandato de Lula : Entre os cidadãos que temem a continuidade do atual governo, a preocupação central está atrelada a episódios de corrupção (32%), ao risco de piora na economia e no custo de vida (20%) e à classificação da gestão atual como ruim (16%).
Disputa acirrada no segundo turno
O equilíbrio nos temores refletiu diretamente no cenário simulado para a corrida presidencial. Na intenção de voto estimulada para o segundo turno, Flávio Bolsonaro aparece com 46% da preferência, contra 44% de Lula, configurando um quadro de empate técnico no limite da margem de erro. Brancos, nulos e eleitores que não pretendem votar somam 9%, enquanto 1% se declara indeciso.
Contratada pela TV Globo e pelo jornal O Globo , a pesquisa Quaest ouviu 2.154 eleitores de forma presencial entre os dias 10 e 13 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com índice de confiança de 95% e registro na Justiça Eleitoral sob o protocolo BR-08729/2026.

