Se o Flamengo tem cinco semifinais de Libertadores em oito anos, muito se deve a Bruno Henrique. Jogador mais vitorioso da história do clube ao lado de Arrascaeta, o atacante se mantém decisivo e é quem tem mais participações em gols nesta edição do torneio. Considerado titular de Leonardo Jardim na competição, ele tenta ultrapassar Riquelme, argentino tricampeão pelo Boca Juniors na década de 2000. Na noite desta quinta-feira, às 21h30, o time rubro-negro enfrenta o Estudiantes na Argentina.
Dos 20 gols marcados pelo Fla nos 10 jogos da Libertadores em 2026, Bruno Henrique fez cinco e deu duas assistências. Com isso, chegou a 28 gols na história da competição, além de 19 assistências, resultado em 47 participações diretas em lances que terminam com a bola na rede.
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O camisa 27 está na perseguição aos números de Riquelme, líder do século XXI no ranking. O ex-jogador ícone do Boca e atual presidente do clube argentino soma 51 participações no torneio continental, com 25 gols e 26 assistências. Há décadas, o topo da lista fica com Alberto Spencer, atacante equatoriano campeão de três títulos pelo Peñarol nos anos 1960. Foram 54 gols e uma assistência.
Independiente Del Valle x Flamengo gol Bruno Henrique
RODRIGO BUENDIA / AFP
Logo atrás de Bruno Henrique vem Arrascaeta, que tem 43 participações em gols, sendo 20 bolas na rede e 23 assistências. O uruguaio, porém, não estará disponível nas semifinais depois de sofrer uma fratura no punho esquerdo à serviço da seleção. O camisa 10 é, inclusive, o segundo mais decisivo para o Fla na Libertadores de 2026, com quatro gols e uma assistência.
Mais participações em gols na Libertadores
Titular na Libertadores
Bruno Henrique foi escolhido como centroavante titular em nove dos 10 jogos do Flamengo na Libertadores em 2026. A única partida em que não começou foi diante do Cruzeiro, no confronto de volta das oitavas de final no Maracanã. Naquele momento, o atacante ainda se recuperava de uma pancada recebida no duelo de ida, no Mineirão. Por isso, deu lugar a Pedro.
Recentemente, Leonardo Jardim explicou a lógica por trás das escolhas entre os dois jogadores. Ele também ressaltou que Joaquín Freitas pode fazer este papel.
— Se eu acredito que terei maior posse de bola, utilizo mais o Pedro. Se for mais de transição no início do jogo, é Bruno Henrique. Normalmente como Libertadores é pegada, Bruno Henrique tem mais pegada e também ajuda em bolas paradas. Mas os dois jogam as duas competições. Também temos o Freitas, um menino de muita qualidade e com mobilidade - disse Jardim em entrevista coletiva após a partida contra o Fluminense.
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