Em 6 de outubro, o Pentágono havia anunciado uma ordem de Trump para executar o ex-major pelo pelotão de fuzilamento, depois de a medida ter sido recomendada pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth . Hasan foi responsável por um ataque a uma instalação médica da base militar em Fort Hood, no Texas.
A transmissão estava marcada para acontecer em 3 de dezembro. No entanto, depois da repercussão negativa da sociedade, das críticas vindas do Papa Leão 14, da ONU (Organização das Nações Unidas) e de ressalvas até de membros do governo, Trump voltou atrás.
“Acredito que transmitir a execução ao vivo para todos verem poderia ter sido um forte fator de dissuasão para o mundo testemunhar como os Estados Unidos lidam com terroristas e escória como Hasan, mas muitas pessoas boas e bem-intencionadas preferem não assistir à sua morte, seja por transmissão ao vivo ou qualquer outro meio visual. Ele será executado, conforme programado, por um pelotão de fuzilamento, mas este evento não será transmitido. Dito isso, a execução poderá ser assistida pessoalmente pelos familiares diretos das vítimas, caso assim o desejem” , escreveu Trump em uma publicação no Truth Social.
No dia do ataque, Hasan matou 12 soldados desarmados da ativa e um militar aposentado, além de ferir outros 32. Segundo o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, Hasan gritou “Alá é grande” em árabe durante o tiroteio.
O episódio ocorreu semanas antes de Hasan ser enviado ao Afeganistão. Hasan foi baleado pela polícia durante a prisão e ficou parcialmente paralisado, passando a utilizar cadeira de rodas.
Em agosto de 2013, um júri militar o condenou à morte depois de considerá-lo culpado de 45 acusações de homicídio premeditado e tentativa de homicídio premeditado. Posteriormente, Hasan descreveu o ataque como retaliação às guerras dos Estados Unidos no mundo muçulmano.

