# “Uma dava apoio para a outra”: a amizade que fortaleceu duas mulheres na luta contra o câncer em Jundiaí

- Seção: Itatiba e Região
- Fonte: Tribuna de Jundiaí (https://tribunadejundiai.com.br/cidades/jundiai/cancer-mama-amizade-mulheres/)
- Publicado em: 2026-10-15T20:38:50.000Z
- URL: https://www.itatiba1.com.br/noticia/1197744-uma-dava-apoio-para-a-outra-a-amizade-que-fortaleceu-duas-mulheres-na-luta

> Enfrentar o câncer de mama trouxe desafios para Adriana Fernandes Rodrigues, de 48 anos . No entanto, durante o tratamento, ela encontrou apoio em outra mulher que também conhecia de perto as dificuldades da doença. Entre conversas,…

Funcionária do Hospital São Vicente de Paulo (HSV) , em Jundiaí (SP) , há 13 anos, Adriana encontrou esse apoio no próprio ambiente de trabalho. Sua companheira de jornada atua no setor de Higiene da instituição e também passou por um tratamento contra o câncer.

A experiência em comum aproximou as duas. Afinal, ambas conheciam os medos, as incertezas e as mudanças que acompanham o diagnóstico.

“Uma dava apoio para a outra. Sempre estávamos conversando e perguntando: ‘E aí, você está bem?’”, relembra Adriana.

Mais do que compartilhar experiências, elas encontraram uma forma de enfrentar os momentos difíceis sem se sentirem sozinhas.

“Ter uma rede de apoio é muito importante para encarar a doença de uma forma diferente. Dar força uma para a outra, incentivar uma à outra, mostrar que tudo isso é uma fase que alguém teve que passar. Isso fortalece a todas nós”, ressalta.

Para Adriana, a amizade mostrou que o acolhimento também está nos pequenos gestos. Uma conversa, uma pergunta sincera ou a presença de alguém disposto a ouvir podem tornar a caminhada menos solitária.

Adriana encontrou apoio na família, amigos e outras mulheres que também enfrentaram o câncer de mama (Foto: Divulgação/Hospital São Vicente)

O diagnóstico de câncer de mama e o início de uma nova jornada

A história de Adriana com o câncer começou em janeiro de 2025 . Acostumada a realizar exames de acompanhamento desde os 40 anos, ela procurou atendimento e recebeu uma notícia inesperada.

Durante a consulta, sua médica identificou um pequeno nódulo na mama e decidiu investigar a alteração.

“Em janeiro de 2025, a doutora Denise realizou um exame das mamas e identificou um pequeno nódulo diferente. Diante da alteração, decidiu investigar”, conta.

Após uma série de exames, a biópsia confirmou um tumor maligno do tipo triplo negativo .

A notícia trouxe tristeza e preocupação. Ainda assim, Adriana decidiu concentrar suas forças no tratamento.

“Quando recebi o diagnóstico, fiquei muito triste, mas pensei: se eu me abalar, não vai adiantar. Eu sabia que tinha cura”, relata.

Em agosto de 2025 , ela iniciou a quimioterapia. Inicialmente, o tratamento previa quatro sessões com o medicamento conhecido como “vermelho”, seguidas de outras 12 com o “branco”.

Entretanto, a queda da imunidade exigiu mudanças no cronograma. Por isso, Adriana concluiu a quimioterapia apenas em fevereiro de 2026 .

No mês seguinte, passou por uma cirurgia para retirada de um quadrante da mama. Já em julho, iniciou a radioterapia, concluída no começo de agosto.

Ao longo dessas etapas, contou com a presença de familiares e amigos. Além disso, manteve o vínculo com a colega de trabalho, que compreendia os desafios da doença por experiência própria.

Quando o apoio de outra mulher faz a diferença

A convivência com alguém que também enfrentou o câncer trouxe a Adriana uma oportunidade de compartilhar sentimentos e experiências.

As duas se apoiavam por meio de conversas e demonstrações de preocupação. Dessa forma, encontraram conforto em uma relação construída a partir da compreensão mútua.

Para Adriana, oferecer força a outra mulher também representava uma maneira de fortalecer a si mesma.

A experiência reforçou a importância de respeitar os sentimentos de cada paciente. Enquanto algumas mulheres preferem conversar sobre a doença, outras precisam de silêncio e espaço.

Por isso, o apoio não significa ter respostas para todas as dúvidas. Muitas vezes, significa apenas estar presente, ouvir e respeitar o tempo de quem enfrenta o tratamento.

A história das duas funcionárias mostra como a solidariedade pode fazer parte do cuidado, mesmo fora dos consultórios.

Hospital São Vicente acompanha mais de 1,7 mil pacientes com câncer de mama

Além das histórias de acolhimento, o HSV mantém uma estrutura de atendimento oncológico para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) .

Atualmente, a instituição acompanha 1.741 pacientes com câncer de mama . Em 2026, 680 novos pacientes com esse diagnóstico iniciaram acompanhamento no hospital.

No mesmo período, o hospital 2.332 sessões de quimioterapia, 2.340 sessões de radioterapia e 227 cirurgias de mama .

Rede de apoio durante o tratamento é fundamental para o enfrentamento da doença (Foto: Divulgação/Hospital São Vicente)

Os números representam diferentes etapas do cuidado oferecido às pacientes que enfrentam a doença.

Durante o Outubro Rosa , a instituição reforça que o tratamento envolve mais do que procedimentos médicos. O acolhimento, a escuta e a presença de pessoas próximas também são importantes ao longo da jornada.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA) , a identificação precoce de alterações suspeitas é fundamental para ampliar as possibilidades de tratamento.

Uma mensagem de força para outras mulheres

Depois de enfrentar meses de exames, quimioterapia, cirurgia e radioterapia, Adriana guarda uma lição sobre a importância das pessoas que estiveram ao seu lado.

O apoio recebido da colega, dos amigos e da família ajudou a tornar os momentos difíceis mais suportáveis.

Agora, ela deseja que sua experiência também sirva de incentivo a outras mulheres que receberam o diagnóstico de câncer de mama.

“Não desista. Se cuide. Tenha fé e acredite que vai dar tudo certo, pois para Deus, tudo é possível”, conclui.

Reportagem completa: https://tribunadejundiai.com.br/cidades/jundiai/cancer-mama-amizade-mulheres/

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