Ao longo da trajetória, Antônio encontrou na relação com os alunos uma das principais recompensas da profissão. Para ele, o reconhecimento de quem passou pela sala de aula tem um valor especial, embora nem sempre aconteça.
“São poucos os que voltam a agradecer”, afirmou.
Antônio acredita que a escolha pela docência está diretamente ligada a um ideal.
“Qualquer um que se dedique ao ensino é um idealista, porque ele sabe que não vai ficar rico com a profissão”, disse.
Ensino que muda com cada turma
Para Wagner Gomes Sebastião , professor há 21 anos, a profissão exige adaptação constante.
Segundo ele, cada nova turma traz desafios diferentes e obriga o educador a acompanhar as transformações da sociedade e também as necessidades dos estudantes.
“Uma questão que a gente nunca pode perder é a questão da humanidade. Então, cada vez mais o professor ele se torna mais humano a cada aula que ele dá”, afirmou.
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Experiência pessoal virou forma de acolher alunos
A professora de inglês Paula Carolina de Oliveira Marques também leva para a sala de aula experiências da própria história.
Ela conta que enfrentou dificuldades durante a infância e que usa essa vivência para compreender melhor os alunos que passam por situações semelhantes.
“Assim como tem alunos que não têm pai e mãe, eu também não tive”, relatou.
Para Paula, ensinar não se resume à transmissão de conteúdo. O papel do professor também passa por entender o contexto de cada estudante.
“Eu acredito que a educação é isso, é transformar, é acolher de fato esses alunos. Não olhar somente como o aprendizado, mas olhar o histórico que ele traz de vida”, disse.
No Dia dos Professores, celebrado nesta quinta-feira (15), profissionais de Campinas (SP) contam as marcas deixadas pelo ensino. — Foto: Reprodução/EPTV
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Você viu? Região tem cerca de 11 mil professores particulares MEIs; conheça histórias de quem ensina por conta própria
As 49 cidades da área de cobertura da EPTV Campinas têm cerca de 11 mil professores particulares registrados como MEI’s (Microempreendedores Individuais), segundo levantamento do Sebrae. São profissionais que, além de ensinar, precisam lidar com os desafios de trabalhar por conta própria.
Neste Dia dos Professores, celebrado nesta quinta-feira (15), as histórias de três educadores da região mostram diferentes caminhos dentro da profissão. Entre aulas de tênis, reforço escolar e preparação para vestibulares, eles dividem a rotina de ensinar com as responsabilidades de uma atividade autônoma.
É o caso de Osvaldo Silveira , professor de tênis desde 2001; Patrícia Campanholi , que concilia o trabalho de carteira assinada nas escolas com atendimentos particulares; e Elias Brinck , que atua como professor particular desde 1996.
Embora tenham trajetórias diferentes, os três têm em comum a experiência de transformar o conhecimento em uma atividade profissional independente.
Das quadras ao próprio negócio
Para Osvaldo Silveira , o ensino acontece nas quadras de tênis. Ele dá aulas da modalidade desde 2001 e mantém um MEI como educador. Ao longo de 25 anos de profissão, construiu uma trajetória ligada ao esporte, acompanhando alunos durante o aprendizado e o desenvolvimento de suas habilidades.
Além das aulas, Osvaldo também precisa administrar a atividade como profissional autônomo, uma rotina que reúne as responsabilidades de ensinar e de manter o próprio trabalho.
Neste Dia dos Professores, ele relembra experiências marcantes da carreira e os desafios de quem escolheu fazer do ensino do tênis sua profissão.
“Para o adulto, a gente tem dificuldade porque carrega uma bagagem e tem medo de errar. A criança vem sem essa bagagem, de forma espontânea, e faz aquilo que você fala. A pessoa que só acerta não melhora.”
Osvaldo Silveira trabalha como professor de Tênis (Foto: Reprodução / EPTV)
Professora concilia escola, reforço escolar e novo negócio
A rotina de Patrícia Campanholi é diferente. Professora há 20 anos, ela trabalha em escolas com vínculo CLT e, há cerca de um ano, também passou a atuar como microempreendedora individual.
Fora da sala de aula tradicional, Patrícia oferece reforço escolar e atendimentos de psicopedagogia. A atividade autônoma começou recentemente, mas já representa uma nova etapa em sua carreira.
Com o desenvolvimento dos atendimentos particulares, a professora está preparando a abertura de um espaço físico para receber os alunos. Na sala em que atende atualmente, a lousa dá lugar a jogos didáticos para ensino.
“Ajudamos crianças que apresentam dificuldades de aprendizagem até o nono ano, utilizando materiais didáticos e jogos. A aula de reforço busca tornar o aprendizado algo significativo. Não quero que meus alunos tenham traumas. Quero transformar o ensino em algo que eles realmente aprendam, e não apenas decorem.”
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