Em frente ao Congresso, em Buenos Aires, a manifestação principal terminou em confronto direto, com arremesso de pedras por parte do público e uso de gás lacrimogêneo e jatos d’água pela polícia. Segundo o Clarín , o protesto era pacífico até a chegada de um grupo de pessoas encapuzadas, quando se iniciaram atos violentos.
A mobilização exige o cumprimento da Lei de Financiamento Universitário, aprovada em 2025 depois que o Congresso derrubou o veto do presidente. A legislação garante a recomposição de bolsas e a atualização dos salários docentes, prejudicados por um recuo real de 40,5% no orçamento universitário durante o 1º semestre de 2026, segundo dados da UBA (Universidade de Buenos Aires).
Mesmo com as decisões da Suprema Corte determinando a liberação dos repasses, o Executivo mantém os pagamentos suspensos sob a justificativa de estar recorrendo na Justiça e alegando ausência de indicação sobre a fonte dos recursos.
A onda de protestos —a 5ª de grande porte desde o início do mandato de Milei —também reuniu sindicatos, oposição e aposentados, que protestaram simultaneamente contra o decreto do governo que flexibiliza a venda de terras a estrangeiros.

