O coordenador e presidente nacional do PT, Edinho Silva, apresentou as ocorrências a representantes de 6 grupos, incluindo a OEA (Organização dos Estados Americanos) e a União Europeia. A campanha cobra transparência e diligência da empresa e pede apuração sobre a fundamentação das decisões automatizadas da plataforma.
Eis os grupos que participaram da reunião:
OEA (Organização dos Estados Americanos);
Uniore (União Interamericana de Organismos Eleitorais);
Parlasul (Parlamento do Mercosul);
Liga dos Estados Árabes;
Rojae-CPLP (Rede dos Órgãos Jurisdicionais e de Administração Eleitoral dos Países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa).
A campanha levou 8 ocorrências com suporte documental e estudos de terceiros. Entre os casos apresentados estão a desabilitação temporária da conta de anúncios de Lula sem justificativa, desequilíbrio de engajamento entre páginas e suposto tratamento algorítmico desigual entre as campanhas. A campanha também apresentou variações na contagem de visualizações e impacto na performance de vídeos.
Outros episódios relatados incluem uma restrição de 24 horas para impulsionamento via feed do Instagram e a recusa da ferramenta de inteligência artificial da Meta em criar materiais com Lula. Pedidos equivalentes envolvendo Flávio Bolsonaro foram atendidos, segundo a campanha.
Anomalias em buscas e canais no WhatsApp também foram citadas. Ao buscar o canal de Lula, a plataforma teria sugerido o canal do adversário.
PEDIDO AO TSE
A campanha informou que já apresentou pedidos sucessivos ao TSE e fez denúncia à presidência da Corte Eleitoral solicitando explicações à Meta. Um canal oficial para coleta de denúncias de censura e comportamentos anômalos foi criado.
Ao fim da reunião, o TSE anunciou decisão do ministro Marco Aurélio Bellizze, que acolheu pedido da campanha de Lula e determinou que a Meta adote medidas para garantir tratamento igualitário às duas campanhas presidenciais.
Todos os apontamentos serão formalizados com documentação de evidências e entregues às missões observadoras. Os observadores seguirão acompanhando as respostas e decisões do TSE, enquanto a campanha e as entidades de observação continuarão a apurar os episódios na esfera jurídica.

