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O Flamengo iniciou a disputa por uma vaga na final da Libertadores nesta quinta-feira, contra o Estudiantes, em empate sem gols na Argentina. Ao analisar o duelo em La Plata, o técnico Leonardo Jardim afirmou que a partida esteve dentro dos moldes esperados pelo clube rubro-negro. O treinador também citou dificuldades de ter a bola em meio aos diversos momentos de contato.

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— Foi um jogo dentro do que a gente esperava. Extremamente agressivo. Mais do que competitivo, agressivo. Muito difícil de jogar, vocês viram, muitos contatos. O árbitro permitia agarrar, dar porrada, deixou andar. Para nós, que gostamos de ter a bola, houve dificuldades. O contato não permitia a gente ter a bola mais vezes, mas já sabíamos disso, como o árbitro apitava, o que o adversário pretendia fazer — analisou Jardim, acrescentando:

— Acho que os jogadores pelo menos no empenho, na atitude, nos duelos, se marcaram presentes. Acabaram os primeiros 90 minutos, agora com certeza vamos pensar no Bahia. Depois, preparar a segunda parte dessa eliminatória em casa, no Maracanã, com o nosso reforço que é a nossa torcida.

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Leonardo Jardim em Estudiantes x Flamengo

Com o empate sem gols, o Flamengo precisa apenas de uma vitória simples contra o Estudiantes, na próxima quinta-feira, para carimbar a vaga na final diante da torcida no Maracanã. Na outra semifinal, o Palmeiras saiu na frente na disputa contra o Fluminense.

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Outros tópicos da coletiva de Jardim:

Jogadores poderiam ser mais enérgicos na cobrança?

— Acredito que os jogadores no início ficaram revoltados, com três ou quatro faltas que não foram assinaladas, mas o árbitro não mudou com a nossa insatisfação ao agarrar e no contato. Muitas vezes, no um pra um, o adversário nem olhava a bola, mas olhava o contato e assim é difícil de jogar. Com certeza queremos que os árbitros apitem bem. Vejo futebol em ouitros países e competições, que quando os jogadores vão falar com o árbitro, ele pega o cartão (e mostra). Por que a gente precisa de atitude agressiva diante do árbitro? Ele tem que analisar bem na minha opinião. E não acredito que eles sejam influenciados pelos jogadores.

Demora nas alterações e Freitas ao lado do Pedro

— Grande parte do jogo tinha uma presença física muito grande, nos duelos e nas bolas paradas, vocês sabem disso. No nosso elenco nem todos são tão efetivos nas bolas paradas, e com certeza as substituições tinham que ser muito cirúrgicas. Isto é, não podíamos perder a altura porque, um exemplo, se mantenho esses dois ou três jogadores no banco, tirasse jogadores referências nas bolas paradas, cada cruzamento e escanteio já era um problema, se tivéssemos mais jogadores pequenos, ainda era pior. E vocês sabem disso. Por isso optamos por manter a equipe organizada com essas valências importantes quando jogamos na Argentina. Mantivemos a estrutura sólida. Quando tiramos o Paquetá, colocando o Freitas, tivemos que baixar a estrutura. A parte do Pedro e do BH, mantivemos a estrutura para ter um jogo interior melhor e mais agressivo. O Pedro também teve dificuldade de faze ligação por dentro. Por isso equilibramos para não desmanchar o que estava planejado. Não quisemos arriscar mudar porque aqui o adversário é muito forte.

Nenhuma finalização no gol de Muslera:

— Com certeza não chutamos ou atacamos como prendíamos, também por mérito do Estudiantes. Como falei, muitas vezes fomos anulados com duelos e faltas, e isso matou o jogo. O árbitro foi dar um amarelo só no segundo tempo. Foi difícil jogar. Mas já sabíamos porque já jogamos aqui na fase de grupos. Foi uma luta muito grande, poucas situações de gol dos dois lados, porque é difícil jogar.

Bruno Henrique x Pedro:

— Você sabe melhor que ninguém que, nessa caminhada, somos uma equipe que está invicta, temos a melhor campanha da Libertadores dos últimos anos e, pra jogar a Libertadores, tem que ter certa agressividade, e o Bruno fez isso. O Pedro é um jogador que liga o jogo de outra forma, mas, quando apresenta este tipo de defesa, que é agressiva nos duelos, vocês viram que, em 20 minutos, fresco, ele teve dificuldade de ter a bola, porque não é a característica dele. Ele é um jogador que flutua no espaço e não teve esse espaço, e por isso nossa opção do Bruno, que não é surpreendente, porque é o que tem acontecido ultimamente.

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