# Filha de Elize Matsunaga e avós não estavam na mansão da família do empresário invadida por ladrões

- Seção: Brasil
- Fonte: G1 (https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/10/16/filha-de-elize-matsunaga-e-avos-nao-estavam-na-mansao-da-familia-do-empresario-invadida-por-ladroes.ghtml)
- Publicado em: 2026-10-16T07:00:00.000Z
- URL: https://www.itatiba1.com.br/noticia/1204243-filha-de-elize-matsunaga-e-avos-nao-estavam-na-mansao-da-familia-do-empresario

> Elize e Marcos Matsunaga com a filha.

A filha de Elize Matsunaga e os pais de Marcos Matsunaga não estavam na mansão da família do empresário quando ela foi invadida por pelo menos quatro assaltantes armados na tarde de quarta-feira (14), em Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo, segundo policiais ouvidos pelo g1. Três funcionários que estavam na residência foram feitos reféns e resgatados pela Polícia Militar.

A tentativa de roubo terminou com três suspeitos do roubo mortos em confronto com a PM, um homem de 39 anos preso em flagrante pelo crime e um policial ferido no ombro. Não há confirmação se havia mais criminosos participando do assalto. Também não foi informado se algum bem foi levado.

De acordo com policiais, o imóvel invadido pela quadrilha pertence a Mitsuo Matsunaga e Misako Kitano, pais de Marcos Matsunaga, empresário assassinado e esquartejado pela esposa, Elize Matsunaga, em maio de 2012. O crime foi cometido no apartamento em que o casal morava com a filha, em outro endereço na Zona Oeste. Na época, Marcos era um dos diretores da empresa de alimentos Yoki.

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Desde o assassinato, a filha de Marcos e Elize passou a morar com os pais do empresário, que são octogenários. Os avós e a neta, uma adolescente de 15 anos, não estavam na residência no momento do roubo, segundo os policiais.

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Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a PM foi acionada para atender à ocorrência e deteve um dos suspeitos no pavimento térreo da casa. Em seguida, os agentes localizaram outros três suspeitos, e houve confronto. Dois deles morreram no local. O terceiro foi encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Lapa, mas não resistiu aos ferimentos.

O policial militar atingido no ombro foi levado ao Hospital das Clínicas, onde permaneceu sob cuidados médicos. As armas foram apreendidas, e a perícia foi acionada.

O homem preso permaneceu à disposição da Justiça. O caso foi registrado como roubo a residência no 14º Distrito Policial (DP), Pinheiros, que solicitou apoio do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A PM também abriu um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar a atuação dos agentes.

Mansão foi roubada em 2023

Elize Matsunaga, acusada de matar o marido, o empresário Marcos Kitano Matsunaga, em foto de junho de 2012 quando foi levada ao DHPP em São Paulo para prestar depoimento

Nilton Fukuda/Estadão Conteúdo/Arquivo

A residência da família Matsunaga já havia sido alvo de outro roubo em agosto de 2023. Na ocasião, Mitsuo Matsunaga, a mulher dele e a neta foram rendidos por três criminosos armados com faca durante a madrugada. À época, eles amarram as vítimas e fugiram, roubando R$ 20 mil em dinheiro, joias, celulares e duas armas em nome de Mitsuo.

Mitsuo Matsunaga, pai de Marcos, é um empresário ligado à Yoki, fabricante de alimentos que fez parte dos negócios da família. De origem japonesa e naturalizado brasileiro, ele é genro de Yoshiro Kitano, fundador da antiga empresa Kitano, que passou a se chamar Yoki em 1990.

Elize Matsunaga foi condenada por matar Marcos Matsunaga em 2012.

Mitsuo esteve à frente do grupo familiar até a venda da companhia por quase R$ 1,95 bilhão para a multinacional norte-americana General Mills em 2012.

Em 2025, Mitsuo apareceu na 189ª posição da lista de bilionários brasileiros da Forbes, com patrimônio estimado em R$ 2 bilhões. A fortuna está ligada à trajetória empresarial da família no setor de alimentos.

Além da atuação nos negócios, Mitsuo e a mulher, Misaki Kitano, assumiram a criação da neta após a morte de Marcos. A adolescente tinha cerca de 1 ano quando o pai foi assassinado.

O g1 tenta contato com a família Matsunaga para comentar o assunto.

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Marcos foi morto em 19 de maio de 2012, aos 42 anos. Elize confessou ter atirado na cabeça do marido e, depois, desmembrado o corpo em sete partes. Os restos mortais foram encontrados na região de Cotia, na Grande São Paulo.

Ela alegou ter agido sob forte emoção durante uma discussão, depois de descobrir uma traição do marido. Segundo sua versão, Marcos a agrediu e ameaçou matá-la e tirar dela a guarda da filha do casal.

Em dezembro de 2016, Elize foi condenada pelo júri a 19 anos e 11 meses de prisão por homicídio qualificado, destruição e ocultação de cadáver. Em 2019, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) reduziu a pena para 16 anos e três meses.

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Em maio de 2022, após cumprir cerca de dez anos de prisão, Elize deixou a Penitenciária de Tremembé, no interior de São Paulo, em liberdade condicional.

Na ocasião, ela afirmou num vídeo ao lado de seu advogado, Luciano Santoro (veja acima):

“Infelizmente não posso consertar o que se passou, o erro que cometi. Estou tendo uma segunda chance, infelizmente o Marcos não. Mas eu acredito na espiritualidade, que ele já tenha me perdoado e peço isso todas às vezes em minhas orações”, disse Elize.

Atualmente, Elize, que tem 44 anos, tenta retomar o contato com a filha por meio da Justiça.

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André Bias/TV Vanguarda

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