Segundo a investigação, Wander usou a 777 Partners para obter centenas de milhões de dólares de credores privados e investidores por meio de informações falsas sobre a situação financeira da empresa. Parte do dinheiro foi destinada a cobrir despesas da rede de clubes de futebol mantida pelo grupo, sem autorização dos credores.
“Wander ofereceu os mesmos ativos como garantia mais de uma vez, apresentou ativos fictícios, mentiu sobre a situação financeira de sua empresa e chegou a falsificar extratos bancários” , afirmou o procurador Jamie McDonald, do Distrito Sul de Nova York.
Como parte do acordo, o empresário aceitou o confisco de pelo menos US$ 500 milhões obtidos com o esquema.
Sentença será em março
Wander havia sido acusado em outubro de 2025 de fraude eletrônica , fraude com valores mobiliários e conspiração. Agora, declarou-se culpado pelos 2 primeiros crimes, que preveem pena máxima de 20 anos de prisão cada.
A pena efetiva será definida pelo juiz J. Paul Oetken, responsável pelo caso. A sentença está marcada para 1º de março de 2027.
A saída da 777 do Vasco
Em maio de 2024, Wander e o cofundador Steven Pasko deixaram os cargos de gestão da empresa , conforme documento apresentado pela SEC, órgão regulador do mercado de capitais dos Estados Unidos.
No mesmo mês, a Justiça do Rio de Janeiro afastou a 777 do controle da SAF do Vasco , devolvendo a administração ao clube associativo. O grupo havia assumido a gestão do futebol vascaíno em 2022.
Em outubro de 2024, a Justiça britânica declarou a falência da 777 Partners, segundo o FBI (Federal Bureau of Investigation). A seguradora A-CAP, uma das principais credoras do grupo, cobrou a devolução dos empréstimos que financiavam as operações da empresa
