A Polícia Civil do RJ prendeu um homem apontado como um dos envolvidos na morte do professor de vôlei Carlos Eduardo Cerqueira, o Carlão, de 52 anos, agredido no Centro do Rio de Janeiro. De acordo com a investigação, Vanderlei Mathias dos Santos filmou o crime e incentivou o espancamento contra a vítima. “Pega! Amassa! Bora, meu pitbull!”, incitou.
Vanderlei estava foragido e foi localizado em 3 de outubro, no Carandiru, em São Paulo, durante uma abordagem da Polícia Militar paulista. Contra ele havia um mandado de prisão temporária.
O crime ocorreu em 24 de junho, na Rua da Constituição. Segundo a polícia, Carlos Eduardo foi cercado e teve o celular roubado. O professor acabou espancado.
Carlão havia saído no dia anterior para uma roda de samba no Centro e não foi mais visto. A família começou a procurá-lo em hospitais e o encontrou desacordado no Hospital Municipal Souza Aguiar, com traumatismo craniano e hematomas pelo corpo.
O professor permaneceu internado em coma e morreu no fim de agosto em decorrência da gravidade do quadro.
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Carlos Eduardo, professor de educação física e árbitro de vôlei
Outro já estava encarcerado
Segundo a investigação, as agressões foram praticadas por Adilson Bezerra dos Santos. Vanderlei aparece nas imagens registrando a violência. A polícia afirma ainda que ele incentivou e apoiou as agressões.
Adilson já estava preso desde agosto por outro crime. Depois que a Justiça decretou a prisão temporária no inquérito da morte de Carlão, o mandado contra ele foi cumprido na unidade prisional onde se encontrava.
De acordo com a Polícia Civil, Vanderlei e Adilson trabalhavam como camelôs e já eram conhecidos na região do Centro por envolvimento em agressões, roubos e furtos.
Carlão dava aulas de vôlei de praia na Enseada de Botafogo e era árbitro esportivo. Ele foi fundador da Associação Brasileira Profissional de Voleibol (ABPVôlei) e diretor do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Arbitragem Esportiva (Sintrace).

