A Justiça condenou a 26 anos e 8 meses de prisão o homem que assassinou Nicolly Vitória Silva Almeida, de 2 anos, em 22 de outubro de 2021. A sentença de Leucimar Jandir da Silva Cunha, que estava preso desde o ano do crime, foi proferida em julgamento realizado no Fórum de Paulista, no Grande Recife, na quinta-feira (15), quase cinco anos após o caso.
Adrielly Cristina França do Nascimento, que era a babá da criança e estava no momento do crime, foi condenada a dois anos de reclusão por denunciação caluniosa e ao pagamento de 10 dias-multa, segundo o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). Ela teve a prisão e a multa substituídas pela prestação de serviços à comunidade e pelo pagamento de um salário-mínimo.
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O marido dela, Leucimar, teve a pena de homicídio qualificado agravada, pois o assassinato foi contra uma menor de 14 anos, por motivo fútil, de meio cruel e sem que a vítima pudesse se defender. O julgamento aconteceu na Vara Regional do Tribunal do Júri de Paulista, Abreu e Lima e Igarassu, em sessão presidida pelo juiz Rodrigo Ramos Melgaço.
Nicolly Vitória teve os órgãos rompidos após ser atingida por pancadas na barriga, provocadas por Leucimar, de acordo com a investigação. O inquérito também apontou que Adrielly tentou acobertar o companheiro e incriminou a sogra, Rosângela Maria da Silva, que foi presa e solta ainda em 2021.
Relembre o caso
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No dia 21 de outubro, Nathália Silva Ferreira, mãe de Nicolly Vitória, saiu para trabalhar e deixou a filha aos cuidados da babá. Ainda no trabalho, ela soube da morte da criança por Adrielly, que ligou avisando que a menina tinha se engasgado com mingau e, depois, com cuscuz (veja vídeo acima).
As famílias do criminoso e da vítima moravam no mesmo terreno em Paulista, e Nathalia pagava para que Adrielly cuidasse de Nicolly. A menina foi levada pela babá para a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Paulista, mas já chegou morta ao local.
De acordo com o delegado que assumiu a investigação do caso na época, Vitor Freitas, os dois suspeitos, agora criminosos condenados, foram espontaneamente à delegacia para prestar depoimento no dia 23 de outubro de 2021. Na ocasião, Adrielly disse que a sogra teria cometido o crime, enquanto estava "em uma espécie de transe", num ritual religioso, segundo o delegado.
Rosângela Maria chegou a ser presa, mas foi comprovado que, no momento do crime, ela saiu com um filho para fazer um trabalho espiritual e, devido à hora, ambos decidiram dormir em um motel. Confrontada pela polícia, a babá e companheira do assassino confessou que mentiu no depoimento para proteger a si e ao marido.
A Polícia Civil, por meio do delegado Diego Jardim, da 7ª Delegacia de Homicídios, constatou que das 18h40 do dia 22 de outubro até o momento em que Nicolly foi socorrida, as únicas pessoas no quarto eram Leucimar, a vítima e outra criança, sobrinha do criminoso.
O delegado contou, ainda, que testemunhas relataram que Leucimar já tinha agredido a esposa fisicamente e que não gostava quando a criança chorava perto dele. Diego Jardim também afirmou que, no momento do crime, havia muto barulho em um espaço para festas localizada ao lado da residência, e que é provável que as agressões não foram ouvidas.
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