Já joguei Zelda II: The Adventure of Link no NES, mas nunca Ocarina of Time. Por isso, este texto traz o olhar de quem chega sem nostalgia e evita spoilers, mesmo os que não surpreenderiam quem já jogou. As comparações com o original vêm de colegas que conhecem o jogo e testaram a mesma demonstração.

O Olhar Digital foi convidado para jogar em primeira mão, e fui ao México viver esta experiência com outros influenciadores e pessoas da imprensa.

Chibi Martins no Preview de The Legend of Zelda: Ocarina of Time – Registro Pessoal

Jogamos três partes diferentes, escolhidas para mostrar momentos, itens e mecânicas variadas. Primeiro veio o começo na Floresta Kokiri. Depois, uma exploração pelo Campo de Hyrule e pela Cidade do Castelo. Por fim, o Templo da Floresta, onde confesso que travei.

Um clássico de 1998 que volta ao Switch 2

Lançado originalmente para o Nintendo 64 em 1998, Ocarina of Time ganhou um primeiro remake no Nintendo 3DS, em 2011. O remake de Zelda: Ocarina of Time é exclusivo do Switch 2 e aparece em um ano simbólico, o dos 40 anos da série.

Na loja oficial da Nintendo do Brasil, o jogo custa R$ 329,90 na versão digital e ocupa cerca de 27 GB. Ele pode ser jogado no modo TV, semiportátil ou portátil, e já chega com texto e dublagem em português do Brasil.

Visual do remake de Zelda: Ocarina of Time no Switch 2

Quem já jogou outros exclusivos de lançamento da Nintendo, como Mario Kart World, sabe que o Switch 2 tem processamento de sobra. Em Zelda isso não mudou: a qualidade gráfica está linda. Segundo colegas que conhecem o original, os detalhes dos personagens estão fiéis ao jogo de 1998, com um toque a mais de modernidade.

Joguei na TV, e as cutscenes são fluidas e encantadoras. O que mais me impressionou foi o conjunto: a arte gráfica, a dublagem em português e a trilha sonora trabalham juntas e transportam você para dentro do jogo. Em uma cena, a Grande Árvore Deko pede à Navi que procure o Link. Dá para sentir o peso da voz de Deko, a pressa da fada e o clima de expectativa. É meio que só assistindo mesmo para sentir, mas foi bem imersivo.

Como já saiu um trailer com mais detalhes, dá para ver o cenário e as peças de roupa nítidos, rodando a 60 FPS. A Nintendo não divulgou números oficiais de resolução e taxa de quadros do jogo, e a página da loja no Brasil também não traz esses dados. Na TV, o que vi foi movimento e cenas fluidas.

Controles e combate: o que muda

Os comandos de Link são simples: corrida, pulo e mira por giroscópio nas armas de projétil, como o estilingue. Quem conhece o original vai notar o botão de pulo, já que antes Link pulava sozinho nas bordas, e a câmera livre. As duas mudanças foram anunciadas pela Nintendo.

O combate tem impacto sonoro e visual forte. Dá para pedir ajuda à Navi em várias situações, na qual ela explica os pontos fracos dos monstros, e colegas que conhecem o original disseram que ela está menos intrusiva do que no jogo de 1998. Esse recurso auxilia para não travar em certos momentos: não se esqueça de usá-lo!

Joguei com pro controller, e não com Joy-Con, que, pelo que me disseram, também deve ser tranquilo. Na hora de trazer o review completo, conto como foi a experiência no modo portátil.

Floresta Kokiri e Grande Árvore Deko: o começo da aventura

A primeira parte foi o tutorial na Floresta Kokiri. Link precisa buscar os primeiros itens para encontrar a Grande Árvore Deko e iniciar a aventura, e Mido o impede de passar enquanto ele não tiver espada e escudo. Quem já conhece o jogo vai direto para os desafios.

Mido e Link em The Legend of Zelda: Ocarina of Time remake – Nintendo / Divulgação

Por causa do tempo, fiquei com receio de explorar demais e perder as outras partes. Não conversei com todo mundo da vila e fui mais objetiva, até porque passei pelo tutorial para aprender os movimentos básicos.

Depois da árvore, Link é enviado para sua aventura na floresta. Ali enfrentei as primeiras plantas carnívoras e, no meu caso, levei susto com aranhas gigantes que caem do teto da caverna. Há outros itens iniciais por lá, mas o mais importante foi encontrar o estilingue.

Um aviso para quem tem aracnofobia, como eu: nessa fase há muitas aranhas. Não procurei nas opções para mudá-las, mas, como são fantasiosas, consegui me controlar.

Campo de Hyrule e Cidade do Castelo

O Campo de Hyrule foi um momento de exploração, mas, por causa do tempo, fiz pouco. O campo é grande, e eu quis conhecer mais a Cidade do Castelo de Hyrule do que o campo em si.

A cidade é linda, com pessoas interagindo, e os detalhes parecem de filme. Entrei em algumas lojinhas, mas me dediquei mais à missão da loja de insetos.

Cidade do Castelo de Hyrule – Nintendo / Divulgação

Templo da Floresta: puzzles, desafio e a ocarina

A última parte foi o Templo da Floresta. Nessa dungeon há diversas salas, cada uma com um puzzle diferente para resolver, o que leva à parte seguinte. São quatro portas, e eu consegui resolver uma e meia, rs. A primeira é a mais simples. Depois, se você não acertar a ordem de resolução das coisas, isso te trava.

Os puzzles são desafiadores e interessantes: envolvem mover blocos de área, acertar lugares estratégicos, coletar chaves pequenas e explorar corredores, como em um calabouço clássico. É por isso que digo que o jogo envelheceu bem e traz de volta o desafio dos jogos antigos.

Puzzle com ocarina no The Legend of Zelda: Ocarina of Time remake – Nintendo / Divulgação

Cantarolar para tocar a ocarina: o microfone do Switch 2

Na minha opinião, o desafio mais encantador é usar a ocarina. Você pode cantar para o console, murmurar ou até usar um instrumento para reproduzir a canção. O microfone do Switch 2 capta o som, identifica a melodia e reconhece a música, e Link a toca no jogo.

Segundo a Nintendo, no remake de Zelda: Ocarina of Time funcionam as canções que Link já aprendeu, e os botões continuam disponíveis. O recurso foi demonstrado pelo produtor Eiji Aonuma em um Nintendo Direct. No meu ponto de vista, ele deixa o jogo mais dinâmico. Muita gente tem dificuldade com ritmo no controle, e talvez cantarolar fique mais fácil.

Também estão previstas para este ano ocarinas oficiais, incluindo um modelo elétrico da HORI.

Dublagem em português no remake de Zelda: Ocarina of Time

A dublagem em português ficou incrível: bem adaptada e acessível, e dá para perceber a preocupação da equipe da Nintendo com a localização. Frases icônicas, grafias e nomes adaptados, diversos detalhes que auxiliam na imersão e na simplicidade de compreensão do que está acontecendo. A Nintendo do Brasil confirmou texto e dublagem em português do Brasil já no lançamento.

O elenco divulgado inclui Flávia Narciso (Navi), Sicília Vidal (Saria), Bianca Lua (Zelda e Sheik), Junior Nanneti (Darunia), Mayara Stefane (Ruto), Fábio Azevedo (Ganondorf) e Fernanda Keller (Impa). Link continua sem falas. Ouvirmos outros personagens que ainda não foram divulgados, mas são vozes icônicas que vocês irão gostar.

Primeiras impressões: o jogo envelheceu bem?

Colegas que conhecem o original disseram que a estrutura mudou pouco. Mesmo assim, quem tem experiência prévia não terá só um gráfico bonito e uma localização em PT-BR. Terá mais do que isso.

Para quem vai viver a aventura pela primeira vez, como eu, o remake de Zelda: Ocarina of Time não é um jogo velho nem sem sentido para o mundo atual. E isso não vale só por ser fantasioso, mas também por questões de mudanças geracionais. O jogo adota mecênicas antigas de puzzles como empurrar blocos, saltar em lugares específicos, ritmos com a ocarina: apesar de alguns terem uma explicação, diferente de jogos mais modernos ele não fica o tempo todo “aperte isso”, “aperte aquilo”. Ele é divertido e gostoso de jogar. Daria para ter ficado horas por ali, porque você quer explorar o universo e ver os mínimos detalhes. Com certeza vai render boas horas de jogatina, e vai valer muito a pena.

Mesmo sem a emoção da nostalgia, você se emociona com o conjunto da obra.

Perguntas frequentes sobre o remake de Zelda: Ocarina of Time

Quando o remake de Zelda: Ocarina of Time chega ao Switch 2? Em 5 de novembro de 2026, exclusivamente para o Nintendo Switch 2.

Quanto custa o remake de Ocarina of Time no Brasil? A versão digital custa R$ 329,90 na loja oficial da Nintendo do Brasil. [CONFIRMAR: preço e disponibilidade da mídia física.]

O remake de Ocarina of Time tem dublagem em português? Sim. A Nintendo do Brasil confirmou texto e dublagem em português do Brasil já no lançamento. Link continua sem falas.

Dá para tocar a ocarina cantarolando? Sim. Segundo a Nintendo, o microfone do Switch 2 reconhece as músicas que Link já aprendeu quando você canta, cantarola ou toca um instrumento, e os botões continuam disponíveis.

Quais partes do remake a imprensa jogou? Três: o começo na Floresta Kokiri, o Campo de Hyrule com a Cidade do Castelo e o Templo da Floresta.

Dá para jogar o remake no modo portátil? Sim. A loja da Nintendo do Brasil lista os modos TV, semiportátil e portátil.

Preciso ter jogado o original para curtir o remake? Não. Eu nunca tinha jogado Ocarina of Time, e o jogo não pareceu velho nem sem sentido para o mundo atual.

O remake muda muito o jogo original? A Nintendo anunciou visual refeito, câmera livre, botão de pulo e dublagem em português. Pelos colegas que conhecem o original, a estrutura do clássico mudou pouco.

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