Dois homens foram presos por tráfico de drogas na manhã desta sexta-feira (16) em uma operação da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Franca (SP). Na casa do principal investigado, os policiais encontraram drogas escondidas dentro de uma churrasqueira.

Segundo a Polícia Civil, foram apreendidas 7 mil porções de cocaína, além de crack, maconha, dinheiro e uma caminhonete de luxo. As drogas estão avaliadas em cerca de R$ 200 mil, e a caminhonete, entre R$ 180 mil e R$ 200 mil.

O homem é apontado pela polícia como o principal fornecedor de drogas da região da Vila Gosuen, na Zona Norte. Ele também é suspeito de usar o dinheiro do tráfico para comprar imóveis e veículos de luxo, o que é apurado em um inquérito sobre lavagem de dinheiro.

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Os dois presos também vão ser investigados por lavagem de dinheiro e por possível associação criminosa. A EPTV, afiliada da TV Globo, procurou os advogados deles, mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem.

Polícia encontra drogas escondidas em churrasqueira em Franca, SP

A operação foi feita em diferentes bairros de Franca, principalmente no Parque dos Coqueiros e no Jardim Brasilândia.

Um vídeo gravado durante a ação mostra o momento em que os policiais chegam à casa do principal investigado. Eles mandam o homem levantar as mãos e deitar no chão.

Segundo a polícia, o investigado tinha uma marca própria e distribuía a droga em porções fracionadas. De acordo com o delegado Gabriel Fernando, as embalagens chamaram a atenção dos investigadores.

“A gente percebeu que todas as embalagens estão de forma uniforme, seladas, muito provavelmente com a utilização de uma máquina”, disse.

Para o delegado, isso mostra a sofisticação de um esquema de distribuição em grande escala.

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Investigação de lavagem de dinheiro

A DIG chegou aos suspeitos por meio de denúncias e da análise da movimentação financeira do principal investigado. Segundo a polícia, ele declarava determinado rendimento, mas tinha imóveis, veículos e dinheiro, o que chamou a atenção dos investigadores.

“Com a rentabilidade, com o dinheiro que ele produz no tráfico, ele passou a fazer investimentos, bem como comprar imóveis e veículos de luxo, justamente para dissimular a origem ilícita desses valores”, afirmou o delegado.

O inquérito sobre lavagem de dinheiro continua. Segundo o delegado, a DIG quer identificar outros bens do investigado, para descapitalizá-lo, e apurar se havia uma associação criminosa.

Os dois homens foram presos por tráfico de drogas. Segundo a Polícia Civil, o principal investigado não tinha antecedentes criminais. O outro preso já tem passagens pela polícia por tráfico.

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