A mesa reuniu o governo da presidente interina, Delcy Rodríguez, e setores da oposição. O Departamento de Estado dos EUA contestou a declaração de Corina Machado, dizendo que o partido dela foi convidado para as conversas, e que a opositora “tem todo o direito de entrar em seu país quando quiser”.

Na entrevista, a opositora questionou o papel do empresário Alejandro Betancourt, vinculado a um acordo com o governo Donald Trump para controlar cerca de um quinto das reservas de petróleo venezuelanas.

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Ela o definiu como “um dos principais responsáveis pelo sofrimento” do país, e disse que Betancourt não seria um parceiro viável em um eventual governo liderado ou apoiado por Corina Machado.

A opositora sinalizou, porém, que pretende manter contratos já firmados, caso cumpram a legislação do país.

“Quero ser muito clara: se esses contratos que estão sendo assinados cumprirem a lei venezuelana, serão respeitados”, afirmou. Ela apontou que a Venezuela precisa oferecer segurança, estabilidade e legitimidade para atrair investimentos.

A opositora também cobrou que os responsáveis por violações de direitos humanos respondam na Justiça, propondo uma comissão da verdade independente. “As pessoas exigem justiça, e isso é absolutamente legítimo”, afirmou.

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