Na 4ª feira (14.out.2026), União Brasil, PP, PSD, Republicanos, MDB, PSDB-Cidadania e Podemos anunciaram apoio à reeleição do deputado paraibano . Em nota conjunta, os partidos afirmaram que pretendem manter o bloco na próxima Legislatura e trabalhar pela eleição de Motta à Presidência da Casa.

As siglas também defenderam uma Câmara “plural, independente e aberta ao diálogo com todas as correntes políticas” . O grupo declarou que pretende atuar em conjunto na eleição da Mesa Diretora, prevista para 2027.

O PT, porém, ainda não declarou apoio ao deputado. Motta foi eleito presidente da Câmara em fevereiro de 2025, com 444 votos, o segundo maior número desde a redemocratização. Seu mandato termina em 2027.

Aproximação de Motta com Lula

Apesar de Hugo Motta ter declarado apoio à reeleição do presidente Lula, o partido ainda não anunciou apoio à recondução do deputado paraibano à Presidência da Câmara.

Motta foi um dos articuladores da neutralidade do Republicanos no 1º turno, já que seu pai, Nabor Wanderley (Republicanos), disputava uma vaga no Senado pela Paraíba. Embora não tenha recebido apoio oficial de Lula, Nabor tem uma base eleitoral majoritariamente lulista.

Em 8 de outubro, Lula afirmou que conta com o apoio de Motta para vencer a eleição presidencial. “Vai me ajudar a ganhar” , disse o petista, referindo-se ao presidente da Câmara, depois de uma reunião entre os 2 no Palácio da Alvorada. Na ocasião, Lula avaliou positivamente a conversa com o deputado.

PL quer adiar a discussão

O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), declarou nesta 4ª feira (14.out) que o foco principal do partido é eleger Flávio à Presidência da República. Segundo o deputado, as negociações referentes à escolha dos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal ficarão para um outro momento. Sóstenes já declarou diversas vezes ter interesse em ele próprio se candidatar ao comando da Casa.

O congressista afirmou defender uma alternância de comando nas Casas do Legislativo. Pela proposta de Sóstenes, o PL estaria à frente da presidência de uma das Casas durante o 1º biênio de legislatura, enquanto outro partido aliado comandaria a outra Casa —trocando-se as posições no biênio seguinte.

Além das articulações no Congresso Nacional, o deputado fez críticas à gestão do presidente Lula.

“ Se alguém quiser se colocar como candidato agora, queima a largada. Como líder, trabalhei e tenho consciência de que deve haver negociação. A Casa que ficar com um biênio não pode ser renovada para o 2º. Temos de provar na prática, porque o Lula falou que seria presidente da frente ampla e não foi. Nós seremos, trazendo os partidos de centro para os ministérios e dando a presidência de uma das Casas ”, disse Sóstenes.